O Sistema Anchieta-Imigrantes terá uma mudança importante a partir de 1º de agosto: o pedágio deixará de ser cobrado exclusivamente nas cabines tradicionais e passará a funcionar pelo modelo free flow, que permite a passagem dos veículos sem necessidade de parada.
Com o novo sistema, a tarifa será dividida entre os sentidos de subida e descida, e o motorista pagará apenas pelo trecho utilizado. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a alteração deve reduzir em 50% o valor cobrado por sentido.
Atualmente, quem utiliza o sistema paga integralmente a tarifa no sentido litoral, no valor de R$ 40,60. Com a implantação do free flow, a cobrança será de R$ 20,30 por sentido, correspondente ao trecho percorrido.
Os equipamentos de cobrança automática serão instalados na Rodovia dos Imigrantes, no km 29, e na Via Anchieta, no km 33. A expectativa da Artesp é que a mudança contribua para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir pontos de parada nas rodovias.

Testes registraram milhões de passagens
Antes da implantação definitiva, o novo modelo passou por uma fase de testes em junho de 2026. Durante o período, o sistema registrou a passagem de 2,5 milhões de veículos.
A avaliação também indicou alta adesão dos motoristas ao pagamento automático por meio de TAG, com 77% das cobranças realizadas dessa forma.
Como será o pagamento do pedágio
Motoristas que já possuem uma TAG ativa continuarão tendo a cobrança feita automaticamente.
Para aqueles que não possuem o dispositivo, haverá um prazo de até 30 dias após a passagem pelo ponto de cobrança para realizar o pagamento. A quitação poderá ser feita pelos canais oficiais do Siga Fácil ou pela própria concessionária responsável pelo sistema.
Cabines antigas serão mantidas durante transição
Com o início do free flow, as estruturas atuais das cabines de pedágio não serão retiradas imediatamente. Elas permanecerão temporariamente para auxiliar operações de segurança durante o período de adaptação.
Entre as ações está a Operação Comboio, utilizada nas rodovias em situações de visibilidade crítica, como neblina intensa.
Após a retirada definitiva das cabines, será implantada uma operação dinâmica, sem necessidade de parada obrigatória. A organização do fluxo de veículos será feita por meio de sinalização eletrônica.
Fonte: METRÓPOLES



