Pesquisa do Procon revela que mesmo remédio pode custar até 25 vezes mais em farmácias de São Paulo

Uma pesquisa do Procon-SP mostrou que consumidores podem encontrar diferenças de preços de até 25 vezes para um mesmo medicamento entre farmácias da cidade de São Paulo. O levantamento, realizado em dez redes de drogarias, também identificou variações expressivas entre regiões da capital e confirmou que os medicamentos genéricos continuam sendo, em média, muito mais baratos que os de referência.

As maiores diferenças de preço foram registradas em estabelecimentos localizados nas zonas Sul e Norte da cidade.

Entre os exemplos apontados pela pesquisa, o genérico da tadalafila, medicamento utilizado para circulação, foi encontrado por R$ 3,87 em uma farmácia da Zona Sul, enquanto em outra unidade, na Zona Norte, o mesmo produto custava R$ 98.

Outro caso é o da loratadina, medicamento antialérgico, cujo preço variou de R$ 1,98 para R$ 22,36, dependendo da farmácia.

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A nimesulida, utilizada como anti-inflamatório, também apresentou grande diferença, chegando a custar 11 vezes mais entre um estabelecimento e outro.

Segundo Luiz Orsatti Filho, diretor executivo do Procon-SP, a pesquisa reforça a vantagem econômica dos medicamentos genéricos.

“Além disso, nós detectamos que o preço do genérico é, em média, 60% mais barato que o do medicamento de referência. Essa é uma informação muito importante, porque indica uma economia para o consumidor”, explicou.

Comprar pela internet também pode gerar economia

O Procon destaca que pesquisar preços antes da compra continua sendo a principal forma de economizar. Para consumidores com dificuldade de locomoção, a compra pela internet pode ser uma alternativa vantajosa.

De acordo com o levantamento, os medicamentos vendidos em plataformas online apresentaram preços menores na comparação com as lojas físicas.

Os medicamentos genéricos comercializados pela internet ficaram, em média, 20,58% mais baratos, enquanto os medicamentos de referência registraram redução média de 8,13%.

Mesmo no comércio eletrônico, porém, as diferenças de preços permanecem significativas.

A pesquisa encontrou o citrato de sildenafila, utilizado no tratamento da pressão, sendo vendido por R$ 0,89 em um site e por R$ 11,90 em outro.

“Ou seja, vale, e vale muito a pena, o consumidor pesquisar antes de fazer a sua compra”, reforçou Luiz Orsatti Filho.

Medicamentos ficaram mais caros que a inflação

O levantamento também mostrou que os preços dos medicamentos aumentaram acima da inflação entre 2025 e 2026.

Segundo os dados:

  • O reajuste geral foi de 4,99%;
  • Os medicamentos genéricos tiveram alta de 12,74%;
  • Os medicamentos de referência subiram 8,43%.

Apesar dos aumentos, o Procon ressalta que nenhuma das farmácias pesquisadas praticava preços acima do teto autorizado pelo governo federal.

Isso ocorre porque o mercado de medicamentos funciona sob o regime de livre concorrência. Assim, desde que respeitem o preço máximo definido pelas autoridades, as farmácias podem estabelecer livremente os valores cobrados dos consumidores.

Fonte: G1