Lula chega às convenções com vantagem e garante palanque em 25 estados e no Distrito Federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inicia o período das convenções partidárias, aberto nesta segunda-feira (20), em posição mais confortável que o senador Flávio Bolsonaro (PL) na montagem dos palanques estaduais para a eleição presidencial de 2026. Enquanto o petista ainda busca definir um único estado, o Partido Liberal segue com indefinições em seis unidades da federação.

No caso de Lula, resta apenas Goiás sem definição de um pré-candidato ao governo estadual. Já Flávio Bolsonaro ainda precisa consolidar palanques em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

As convenções partidárias seguem até 5 de agosto. Após a escolha dos candidatos, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas na Justiça Eleitoral.

Na última semana, Lula avançou na estratégia de consolidar seus apoios estaduais ao definir Patrus Ananias (PT) como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, considerado um dos principais colégios eleitorais do país e historicamente decisivo nas disputas presidenciais.

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Com essa definição, Goiás passou a ser o único estado ainda pendente para o PT. Flávio Bolsonaro, além das indefinições em seis estados, também ainda não anunciou quem será seu candidato a vice-presidente.

As convenções partidárias representam uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral. É nesse período que partidos e federações oficializam candidatos aos cargos em disputa e deliberam sobre coligações.

Nas federações partidárias, as convenções ocorrem de forma unificada, reunindo todas as legendas integrantes da aliança na respectiva circunscrição. A legislação eleitoral permite que esses encontros sejam presenciais, virtuais ou híbridos.

O encontro nacional do PT está marcado para 2 de agosto, em São Paulo, quando será oficializada a candidatura de Lula à reeleição, tendo Geraldo Alckmin (PSB) novamente como vice na chapa.

Depois da formalização das candidaturas, a Justiça Eleitoral receberá os registros até 15 de agosto. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa oficialmente em 16 de agosto.

A definição do nome em Minas Gerais encerrou uma longa articulação conduzida por Lula. Antes da escolha de Patrus Ananias, o presidente tentou viabilizar outras alternativas, como o senador Rodrigo Pacheco (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o empresário Josué Gomes (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

Além de concentrar um dos maiores eleitorados do Brasil, Minas Gerais costuma ser considerado um termômetro das eleições presidenciais, já que tradicionalmente o candidato mais votado no estado coincide com o vencedor da disputa pelo Palácio do Planalto.

Em Goiás, porém, o PT ainda enfrenta divergências internas. O diretório estadual decidiu manter apoio ao ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), contrariando a preferência de Lula pela deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO). A parlamentar, que também preside o diretório estadual da legenda, optou por apoiar Bueno.

Enquanto Lula já definiu sua chapa presidencial com Geraldo Alckmin, Flávio Bolsonaro ainda negocia alianças e busca um nome para ocupar a vice-presidência.

No campo dos governos estaduais, o senador enfrenta maior dificuldade para concluir as articulações. Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Amapá, Espírito Santo e Maranhão seguem sem definição de candidatos apoiados pelo PL.

Nos bastidores, aliados avaliam que, em Pernambuco e Alagoas, existe a possibilidade de Flávio Bolsonaro disputar a eleição presidencial sem uma coligação oficial para o governo estadual.

No Espírito Santo, as negociações avançam para que o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), seja o candidato apoiado pelo PL. A articulação faz parte de um acordo entre Republicanos e Partido Liberal.

O Ceará também permanece como ponto de atenção para o partido, em meio à crise política envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

Já no Maranhão e no Amapá, o cenário continua indefinido. No estado maranhense, considerado tradicional reduto do PT, ainda não há expectativa de definição de um nome apoiado por Flávio Bolsonaro.

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), aparece como principal nome da oposição no Maranhão e formou chapa ao governo tendo Lahésio Bonfim (Novo) como pré-candidato ao Senado ao lado de André Fufuca (PP). Embora Braide afirme não manter alinhamento com PT ou PL, Bonfim é aliado da família Bolsonaro.

Fonte: G1

Fonte: METRÓPOLES