O apito final do árbitro Slavko Vincic marcou não apenas o título da Espanha, mas também um momento de forte emoção para Lionel Messi. Após a derrota da Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo, disputada no estádio de Nova York/Nova Jersey, o camisa 10 permaneceu imóvel próximo à área espanhola, com as mãos na cintura, enquanto uma confusão acontecia no meio de campo. Pouco depois, recebeu o cumprimento do espanhol Alex Baena.
A decisão representou a terceira final de Copa do Mundo disputada por Messi com a seleção argentina e terminou com sua segunda derrota. Assim como na final de 2014, contra a Alemanha, o título escapou por um placar mínimo, desta vez definido pelo gol de Ferran Torres na prorrogação.
A conquista do bicampeonato mundial, repetindo o feito alcançado no Catar quatro anos antes, não aconteceu. Aos 39 anos, Messi se despede das Copas do Mundo após disputar seis edições do torneio. Apenas uma eventual participação em 2030, quando teria 43 anos, permitiria uma nova tentativa de conquistar o título mundial.
Apesar do desfecho amargo, a trajetória do argentino permanece entre as maiores da história do futebol. Campeão mundial, ídolo da Argentina e protagonista de uma geração histórica, Messi encerra sua participação em Copas com reconhecimento mundial, mesmo após momentos em que chegou a ser contestado por parte dos torcedores de seu país.

Durante a campanha nos Estados Unidos, o craque foi decisivo em diversas partidas e liderou a Argentina até a decisão. No entanto, a final foi marcada pelo domínio da Espanha, que controlou a partida durante praticamente todo o tempo e só conseguiu superar o goleiro Emiliano Martínez aos 106 minutos, com o gol de Ferran Torres.
Até aquele momento, a Argentina não havia conseguido finalizar ao gol adversário. Messi teve participação discreta durante toda a decisão e recebeu poucas oportunidades de atuar com a bola.
Nos primeiros 15 minutos da partida, o camisa 10 registrou apenas um toque na bola, segundo levantamento estatístico citado durante a cobertura do jogo.
Com a expulsão de Enzo Fernández no fim do segundo tempo, a Argentina passou a atuar praticamente toda recuada, defendendo-se com oito jogadores de linha. A pressão espanhola aumentou até resultar no gol do título.
Ao longo dos 120 minutos, Messi finalizou apenas uma vez, em um chute bloqueado, e completou 27 passes. Após sofrer o gol, a Argentina tentou reagir nos minutos finais, mas criou poucas oportunidades diante da sólida defesa espanhola.
A Espanha encerrou a campanha invicta e sofreu apenas um gol em oito partidas durante toda a Copa do Mundo, confirmando uma das defesas mais consistentes da competição.
Na cerimônia de premiação, Messi foi o primeiro jogador argentino a subir ao palco para receber a medalha de vice-campeão. O camisa 10 foi aplaudido pelos atletas espanhóis e pelo público presente no estádio. Ao olhar para a torcida argentina atrás de um dos gols, não conteve a emoção e chorou, encerrando, ao que tudo indica, sua trajetória em Copas do Mundo sob o reconhecimento reservado às maiores lendas do futebol.
Fonte: GE



