Itália confirma negociações com Guardiola e admite concessões para tentar contratar o treinador

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) confirmou que mantém negociações para contratar Pep Guardiola como novo técnico da seleção italiana. A informação foi divulgada pelo presidente da entidade, Giovanni Malagò, que revelou que o processo é conduzido pelo diretor de seleções, Paolo Maldini, com o apoio de seu consultor, Leonardo.

Segundo Malagò, a federação está disposta a flexibilizar parte de seu planejamento, inclusive na área financeira, para aumentar as chances de chegar a um acordo com o ex-treinador do Manchester City.

“Foram feitas concessões que, por exemplo, podem se referir ao nome que está tão dominante no momento: Pep Guardiola. Concessões por razões óbvias que não vou mencionar aqui, mas não é certo que o acordo se concretize”, afirmou o dirigente ao canal Cronache Di Spogliatoio, no YouTube.

Apesar do interesse em Guardiola, o presidente da FIGC reconheceu que a negociação é complexa e confirmou que outros treinadores também estão sendo avaliados para assumir o comando da seleção.

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Entre os nomes cotados estão Andrea Pirlo e Roberto Mancini, embora Malagò tenha ressaltado que a lista de candidatos é mais ampla e pode incluir profissionais de uma geração mais recente.

“Acredito que tenha sido importante abrir um diálogo com Guardiola e mantê-lo aquecido. Não é uma falta de respeito com outros nomes, porque com eles a conversa já começou. Depois, pode-se optar por alguém que talvez pertença a uma escola mais recente. A questão é muito subjetiva”, explicou.

A busca por um novo comandante ocorre em meio ao processo de reformulação vivido pela seleção italiana. A equipe ficou fora das Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026. A ausência na próxima edição do torneio foi confirmada após a derrota por 4 a 1 nos pênaltis para a Bósnia na disputa pela vaga.

Guardiola é considerado o principal objetivo da Federação Italiana. Após encerrar um ciclo de dez temporadas à frente do Manchester City, o treinador iniciou um possível período de descanso. Além disso, mantém forte identificação com o futebol italiano, país onde atuou como jogador defendendo Roma e Brescia.

Fonte: GE