Governo lança programa com financiamento de motos para entregadores; veja quem pode participar

O governo federal lançou nesta segunda-feira (27) o programa Move Brasil Entregadores e Motoapp, uma nova linha de crédito destinada a facilitar a compra de motocicletas, ciclomotores e bicicletas, elétricas ou não, para entregadores de aplicativos e mototaxistas. A iniciativa oferece taxas de juros inferiores à metade das praticadas atualmente pelo mercado.

O financiamento é operado pela Caixa Econômica Federal, com juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Os pedidos já podem ser feitos pelo portal oficial do programa.

A expectativa do governo é financiar 100 mil motocicletas, motonetas e ciclomotores. Além da aquisição de veículos novos, a iniciativa também prevê uma linha de crédito para empresas ampliarem redes de recarga e de troca de baterias para modelos elétricos.

Para serem aceitos no programa, os veículos devem atender a critérios específicos. As motocicletas precisam ter motor de até 160 cilindradas ou potência de até 7.500 watts no caso dos modelos elétricos. Bicicletas elétricas podem ter até 1.000 watts de potência. Também é obrigatório que os veículos sejam zero quilômetro, do tipo flex — modelos apenas a gasolina ou híbridos ficam de fora — e fabricados no Brasil ou com projeto de produção nacional em andamento.

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Entre as motocicletas a combustão elegíveis estão a Honda Biz 125 EX (R$ 16.840), Honda CG 160 Cargo (R$ 18.390), Yamaha Factor (R$ 18.490), Yamaha Factor DX (R$ 18.990), Honda CG 160 Titan (R$ 20.590), Honda CG 160 Fan (R$ 20.590), Yamaha Fazer FZ15 (R$ 21.190), Honda CG 160 50 anos (R$ 21.270), Honda NXR160 Bros CBS (R$ 22.400), Yamaha Crosser 150 S ABS (R$ 22.790), Yamaha Crosser 150 Z ABS (R$ 22.990) e Honda NXR160 Bros ABS (R$ 23.390).

Na categoria de motos elétricas, estão aptas ao programa a Shineray SE1 (R$ 12.490), Shineray SE2 (R$ 12.490), Watts W125 (R$ 15.992), Shineray SHE-S (R$ 16.490) e Yamaha Neos (R$ 25.990).

Podem participar profissionais que trabalham por aplicativos ou possuem vínculo empregatício pelo regime CLT. No caso dos trabalhadores de plataformas, é necessário estar cadastrado há pelo menos seis meses e comprovar a realização de, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Já os profissionais contratados pelo regime CLT, como ciclistas, motofretistas e mototaxistas, precisam ter carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

O programa não estabelece um limite de valor para o financiamento dos veículos, desde que sejam respeitados os critérios de potência, tipo de combustível e fabricação nacional. O financiamento cobre 100% do preço do veículo, sem exigência de entrada.

As taxas de juros são de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres. Segundo o governo, os percentuais representam menos da metade da taxa média de mercado, que, de acordo com a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (ANEF), foi de 26,6% ao ano em abril de 2026.

Para pessoas físicas, o prazo de pagamento é de 48 meses, com dois meses de carência. No caso de pessoas jurídicas que pretendam investir em infraestrutura de recarga ou troca de baterias, o financiamento também pode chegar a 48 meses, com dois meses de carência, período em que são cobrados apenas os encargos financeiros.

A linha de crédito destinada à infraestrutura permite financiar equipamentos para pontos de recarga, estações de troca de baterias e as próprias baterias. O capital de giro associado fica limitado a 30% do valor dos investimentos.

O cadastro no programa é realizado pelo portal gov.br/movebrasil utilizando a conta Gov.br, sem necessidade de envio de documentos, já que as informações do usuário, incluindo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), são acessadas automaticamente.

Após a solicitação, a resposta é enviada pela plataforma em até cinco dias úteis. Embora não seja obrigatório ter o nome sem restrições, a aprovação final do financiamento dependerá da análise de crédito realizada pelas instituições financeiras e concessionárias, que poderão recusar a contratação em caso de pendências financeiras.

Os participantes aprovados deverão procurar uma concessionária ou o banco onde possuem relacionamento para concluir a análise de crédito e formalizar o financiamento.

Fonte: G1