Infantino reage às críticas após Copa de 2026 e diz que opositores estão ‘consumidos pelo ódio’

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, publicou um longo desabafo nas redes sociais em resposta às críticas que recebeu durante e após a Copa do Mundo de 2026. Mesmo uma semana depois da final, vencida pela Espanha, o dirigente italiano fez um balanço positivo do torneio e rebateu ataques relacionados à organização da competição.

A publicação, composta por 15 imagens e um extenso texto, também foi compartilhada pelo perfil oficial da Fifa. No conteúdo, Infantino direcionou a mensagem às pessoas que, segundo ele, estão “consumidas pelo ódio e pelas críticas” e deixaram de enxergar o que chamou de essência do futebol.

“Consumidos pelo ódio e pelas críticas”, essas pessoas “perderam o nosso belo jogo, as emoções, as comemorações, as risadas, o choro, a decepção e a alegria”, escreveu.

Ao longo da manifestação, o dirigente também fez referências à imprensa e aos críticos que, segundo ele, permaneceram “atrás de suas canetas e papéis, atrás de suas telas, espalhando ódio e falsos rumores”.

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“Quero dizer que, enquanto vocês estão sentados aí, nós, da FIFA, estamos na linha de frente organizando, trabalhando duro e entregando o melhor espetáculo do mundo”, afirmou.

Durante a Copa de 2026, Infantino esteve no centro de diversas controvérsias. Entre elas, a retirada de um cartão vermelho aplicado a um jogador da seleção dos Estados Unidos e as críticas pela suposta omissão diante da situação do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que teve a entrada nos Estados Unidos negada e não conseguiu atuar no Mundial.

Nas últimas semanas, o presidente da Fifa também intensificou sua aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apontado como um possível nome para o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Infantino afirmou em sua publicação que o sistema de segurança do torneio funcionou de forma integral.

Segundo ele, não houve episódios de violência nem incidentes relevantes durante a competição e a segurança operou com “100%” de eficiência.

O dirigente, entretanto, não mencionou os protestos registrados no México paralelamente à cerimônia de abertura da Copa nem a morte de quatro torcedores no país, que foram sufocados durante um tumulto após a vitória da seleção mexicana sobre o Equador na fase de mata-mata.

Infantino também minimizou as críticas relacionadas à negativa de entrada nos Estados Unidos de torcedores vindos do Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim.

“Vocês mencionaram as poucas pessoas que tiveram vistos negados e ignoraram os milhões que foram aprovados, de todas as partes do mundo. Porque o futebol une o mundo, e isso foi demonstrado de forma impressionante neste verão”, declarou.

As decisões da arbitragem também foram abordadas no texto. Embora tenha reconhecido a existência de decisões arbitrais “discutíveis” e medidas disciplinares “estranhas”, o presidente da Fifa afirmou que situações semelhantes fazem parte da rotina das principais ligas de futebol do mundo.

No encerramento da publicação, Infantino aconselhou os críticos a utilizarem o tempo para “refletir, meditar, rezar ou assistir a uma partida de futebol” e desejou que eles “encontrem a paz”.

“Que o futebol se eleve acima de todo ódio”, concluiu.

Fonte: MONET