O Partido Novo oficializou nesta segunda-feira (27), em convenção nacional realizada em Brasília, a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, à Presidência da República. Apesar da confirmação do nome, a legenda ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice na chapa.
O anúncio contou com a presença do presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro. Durante o evento, Zema agradeceu o apoio recebido e afirmou ter sido aprovado por unanimidade na convenção.
“Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora a pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modesta parte até mais do que os meus concorrentes”, declarou.
Em seu discurso, o ex-governador ressaltou sua experiência como empresário antes de ingressar na política e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o “Brasil real”. Zema também criticou o setor público e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, afirmou.
Durante a convenção, Zema mencionou ainda responder a um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Nos últimos meses, o presidenciável intensificou as críticas à Corte após relacionar ministros do Supremo ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Além das declarações públicas, Zema publicou conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do STF e classificou o ex-ministro Joaquim Barbosa como o “oposto” de integrantes da atual composição da Corte.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, também discursou durante a convenção e atribuiu à gestão de Zema em Minas Gerais um modelo que, segundo ele, pretende ser levado para o país.
“Se tem algo, talvez o maior legado que o Zema tenha deixado em Minas Gerais, e que é o que nós vamos buscar mostrar para o brasileiro, que é capaz de fazer no Brasil, é que uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT, como nós enterramos o PT em Minas Gerais, nós vamos enterrar o PT”, declarou.
Trajetória política
Romeu Zema governou Minas Gerais entre 2019 e março de 2026, quando renunciou ao cargo para disputar a Presidência da República.
Natural de Araxá (MG), o empresário tem 61 anos e é formado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ao longo de sua trajetória política, Zema manteve proximidade com a família Bolsonaro e apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022.
Recentemente, porém, elevou o tom das críticas contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em razão das relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, citado em um caso de fraude bilionária. Zema também negou a possibilidade de integrar uma chapa como vice de Flávio Bolsonaro.
Vice ainda indefinido
Mesmo após a oficialização da candidatura, o Novo continua em busca de um nome para compor a chapa presidencial.
O partido chegou a negociar com o empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, mas ele decidiu disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
No último sábado (25), Zema voltou a mencionar o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como uma possibilidade para a vice-presidência.
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero sim ter um encontro com ele”, afirmou.
Ainda durante o período de pré-campanha, Zema endureceu o discurso contra o Supremo após a divulgação de informações sobre possíveis conexões dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O candidato também publicou um vídeo em que os ministros aparecem representados por fantoches em referência ao caso Master e afirmou que Joaquim Barbosa representa o “oposto de vários ministros do STF”.
“Tenho certeza que ninguém da família dele, nem ele próprio, obteve contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido”, declarou.
Fonte: G1



