GCM Ambiental alerta sobre riscos do cerol e da linha chilena em ação no Zoológico de Guarulhos

A Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental de Guarulhos encerrou nesta terça-feira (28) uma ação educativa voltada à conscientização sobre os perigos do uso do cerol e da linha chilena. A iniciativa, realizada em parceria com o Zoológico Municipal durante todo o período das férias de julho, orientou crianças e adultos sobre os riscos que esses materiais representam para pessoas e animais.

Em um estande montado no zoológico, os agentes exibiram animais taxidermizados, principalmente pássaros que morreram em consequência de ferimentos provocados por linhas cortantes, além de centenas de metros de linhas com cerol recolhidas dentro do próprio parque. Durante a atividade, foram explicados os impactos causados pelo uso desses materiais e os perigos associados à prática.

Segundo o agente classe especial Ricardo Xavier, o uso do cerol e da linha chilena continua provocando vítimas. “O uso do cerol e da linha chilena continua causando mortes entre pessoas, principalmente entre motociclistas, e também entre animais que acabam morrendo enroscados devido à perda de membros, como asas e pés”, afirmou.

O agente também explicou que os riscos se estendem à fauna silvestre. “Alguns pássaros confundem os restos de linha com materiais apropriados para a construção de ninhos e, desta forma, os filhotes morrem ainda no ninho devido aos ferimentos”, completou Xavier.

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Durante a ação, as crianças demonstraram interesse pelo tema, fizeram diversas perguntas e prometeram não utilizar linhas cortantes ao empinar pipas. Os agentes também reforçaram orientações para que a brincadeira ocorra apenas em locais amplos, longe da rede elétrica, de árvores e do trânsito de veículos, garantindo mais segurança.

A GCM Ambiental informou que desenvolve esse trabalho de conscientização há cerca de dois anos no Zoológico Municipal e também em escolas da cidade. De acordo com a corporação, quando há flagrante de uso de cerol ou linha chilena, o material é apreendido. Caso o proprietário se recuse a entregá-lo, ele é conduzido à delegacia de polícia, onde poderá ocorrer o confisco da linha, caso não haja nota fiscal, além do registro de termo circunstanciado.

Também participaram da ação os agentes Wagner Rodrigues Mussi, GCM Classe Especial, e Brunno Felyphy Teodosio Xavier, GCM 2ª Classe.