A EPG Carlos Drummond de Andrade, na Cidade Seródio, recebeu indígenas da etnia Kaimbé no dia 6 para uma atividade educativa com estudantes e equipe docente. A iniciativa integrou a programação do Agosto Indígena 2026 e esteve alinhada às Diretrizes Operacionais para a implementação da história e das culturas dos povos indígenas na educação básica.
Durante o encontro, foram promovidas reflexões sobre os modos de vida, a cultura, os costumes, a organização social, a diversidade e as formas de resistência dos povos indígenas.
A atividade também abordou expressões e falas estereotipadas relacionadas aos povos indígenas, com o objetivo de desconstruir conceitos generalizados. Entre os termos discutidos esteve a palavra “índio”, considerada uma denominação genérica e historicamente relacionada a uma visão homogeneizadora que desconsidera a diversidade existente entre os diferentes povos.
Nesse contexto, foi destacada a preferência pelo uso do termo “indígena” ou, sempre que possível, pela identificação da etnia específica, como no caso dos Kaimbé.

Outro termo discutido foi “tribo”, frequentemente utilizado de maneira generalizada ou pejorativa para se referir aos povos indígenas. A reflexão mostrou que existem diferentes formas de organização social, identidades, histórias, culturas e territórios entre esses povos, que não devem ser tratados como um grupo único e homogêneo.
A vivência com os Kaimbé contribuiu para ampliar os conhecimentos da comunidade escolar e estimular o respeito à diversidade. A iniciativa também buscou combater preconceitos e estereótipos e valorizar a identidade, a cultura e os saberes dos povos indígenas.



