Um leilão de produtos da Casas Bahia termina nesta quinta-feira (20) pela plataforma Kwara. Entre os itens disponíveis estão notebooks, smartphones, refrigeradores, lavadoras e fogões provenientes de lojas fechadas durante a crise financeira enfrentada pela varejista.
A realização do leilão coincide com o pedido de recuperação judicial da empresa e ganhou repercussão nas redes sociais. A movimentação, no entanto, também levantou alertas sobre possíveis golpes envolvendo páginas falsas de leilões.
A Kaspersky informou que, até o momento, não identificou uma campanha fraudulenta específica relacionada à recente liquidação de estoques. A empresa de segurança, porém, destaca que esse tipo de golpe já é conhecido e costuma envolver a clonagem de sites de leiloeiros reais.
Nesses casos, criminosos criam páginas falsas para induzir vítimas a fazer pagamentos. O PIX aparece como um dos principais pontos de atenção porque, por se tratar de uma transferência instantânea, os valores podem ser rapidamente distribuídos entre diferentes contas, dificultando a recuperação do dinheiro.

“Para não cair em páginas clonadas, recomendamos a verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento”, afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Uma das primeiras recomendações é pesquisar a reputação do site utilizado no leilão. O interessado pode consultar o histórico da plataforma em páginas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, e verificar o portal Leilão Seguro, que mantém uma lista de sites de leilão falsos.
Também é importante ler atentamente o edital antes de fazer qualquer lance. Em leilões de logística reversa e desativação, os produtos são comercializados “no estado em que se encontram” e podem apresentar avarias, ausência de componentes ou defeitos que não sejam aparentes.
O consumidor também deve calcular o custo total da compra. O lance vencedor não representa necessariamente o valor final desembolsado, já que pode haver comissão de 5% do leiloeiro e outras taxas administrativas, conforme as regras da plataforma.
Outro ponto de atenção é a retirada dos produtos. Em geral, os itens não são entregues na residência do comprador. Cabe ao arrematante desmontar, embalar e transportar o produto a partir do local determinado pela organizadora.
Por isso, é necessário verificar no edital os prazos e horários para retirada, além da existência de eventuais multas por atraso ou da possibilidade de perda do lote.
Antes de participar, o interessado deve ainda conferir se o leiloeiro responsável possui registro na Junta Comercial do estado em que atua. O nome e a matrícula do profissional podem ser consultados no site do respectivo órgão.
No momento do pagamento, a recomendação é conferir com atenção os dados do destinatário. Em um leilão legítimo, o valor deve ser transferido para a conta da pessoa jurídica organizadora ou diretamente para a conta do leiloeiro oficial. A orientação é evitar PIX, TED ou depósitos destinados a contas de terceiros ou CPFs desconhecidos.
Fonte: G1



