Tarcísio diz que alta de reclamações sobre a Sabesp após privatização “não estava no radar”

O candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o aumento no número de reclamações sobre a Sabesp após a privatização “não estava no radar”. Segundo ele, porém, a situação vem sendo monitorada e a empresa “já vem recuperando a imagem”.

A declaração foi dada durante sabatina com os candidatos ao governo paulista promovida pela CBN, pelo jornal O Globo e pelo Valor.

Ao comentar as queixas dos consumidores, Tarcísio afirmou que a maior parte está relacionada a tarifas e cobranças consideradas indevidas, enquanto uma parcela menor envolve diretamente a prestação dos serviços.

“Algumas coisas aconteceram, então, por exemplo, você tinha clientes que não pagavam esgoto, mesmo com a rede disponível, e quando a rede está disponível, a pessoa é obrigada a fazer a ligação e a cobrança de tarifa acontece independente de ela fazer a ligação. Outro movimento que aconteceu e que causou estranheza e muitas pessoas reclamaram foi a troca dos hidrômetros. A troca dos hidrômetros foi a grande responsável por explodir a quantidade de reclamações”.

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O candidato também relacionou parte da percepção negativa dos consumidores à substituição dos equipamentos convencionais por hidrômetros digitais.

“Muito pouca coisa em termos de prestação de serviço, mas a percepção ruim que ficou dessas reclamações tem muito a ver com a troca dos hidrômetros que foi feito, porque a partir do momento que você botava o hidrômetro digital, você começava a ter uma marcação diferente do que aquele hidrômetro convencional que nós tínhamos”, disse.

Tarcísio afirmou ainda que a Sabesp aprimorou a comunicação com os consumidores e que a quantidade de reclamações registrou queda.

Durante a entrevista, o candidato também defendeu um de seus planos de campanha, que prevê a continuidade do processo de despoluição dos rios Tietê e Pinheiros.

“São muitos investimentos que estão sendo feitos. Então, a empresa que investia 3, 4 bi por ano, está investindo 15, 16, 17 bi por ano. A empresa que fazia 200 obras por ano, está fazendo 1.200 obras por ano. Então, está acelerando esse processo de universalização. Guarulhos, hoje, trata 45% do esgoto. Vai chegar no final deste ano tratando 78% do esgoto”, comentou.

Fonte: CBN