Metrô de SP encerra uso de bilhetes magnéticos após mais de 50 anos

O Metrô de São Paulo deixará de aceitar definitivamente os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson a partir de 31 de outubro de 2026. Utilizado para acesso às estações desde o início da operação comercial do sistema, em 1974, o modelo será retirado de circulação após mais de cinco décadas.

Segundo o Metrô, a mudança integra o processo de modernização da bilhetagem e está relacionada à obsolescência dos equipamentos responsáveis pela leitura dos bilhetes. As catracas que operam com o sistema magnético utilizam mecanismos que apresentam falhas e para os quais já não existem peças de reposição.

Os passageiros que ainda tiverem bilhetes magnéticos depois do encerramento da aceitação poderão trocar os exemplares remanescentes entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Os locais, as regras e os procedimentos para a substituição ainda serão divulgados pela companhia.

Até o momento, o Metrô também não informou se será necessário emitir um novo cartão para substituir os bilhetes magnéticos nem como ocorrerá a restituição de eventuais valores ou créditos existentes.

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Com a retirada do modelo, os passageiros continuarão contando com diferentes alternativas para acessar o sistema. Entre elas estão o Bilhete Único, o Cartão TOP e os bilhetes com QR Code vendidos em papel nas bilheterias e máquinas de autoatendimento.

Também será possível utilizar QR Code adquirido digitalmente por aplicativo de celular ou WhatsApp, além de pagamento por aproximação com cartões físicos ou virtuais de débito e crédito. Smartphones e smartwatches também poderão ser usados para pagamentos por aproximação.

De acordo com o Metrô, a substituição dos bilhetes magnéticos acompanha a evolução dos meios de pagamento e das formas de acesso ao transporte público, que passaram a contar com alternativas digitais e eletrônicas.

Além das dificuldades para manter os equipamentos de leitura em funcionamento, a produção e a distribuição dos bilhetes magnéticos dependem de uma estrutura considerada mais complexa.

Os cartões passam por etapas de fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição às estações e reposição de estoques. O sistema também gera custos relacionados à logística, ao armazenamento, ao transporte, ao controle de estoque, ao recolhimento e à manutenção dos equipamentos usados na leitura dos bilhetes.

Apesar da retirada de circulação, o bilhete magnético ocupa um lugar na história do transporte metroviário de São Paulo. O modelo acompanha o Metrô desde 1974 e, ao longo das décadas, foi utilizado por milhões de passageiros em deslocamentos para o trabalho, escola e outros compromissos pela cidade.

Para o Metrô, o pequeno cartão de papel-cartão com tarja magnética também passou a integrar a memória afetiva dos paulistanos e de diferentes gerações que utilizaram o sistema.

O bilhete é comparado a outros objetos que marcaram diferentes fases da evolução tecnológica, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos instalados nas plataformas.

O nome do modelo tem origem em Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. A partir de 1839, Edmondson desenvolveu um sistema padronizado para a emissão de passagens ferroviárias.

A tecnologia substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados. As passagens eram validadas no momento da venda, o que permitia maior controle sobre a operação e as receitas das ferrovias. Posteriormente, o sistema foi adotado por empresas ferroviárias de diferentes países.

Mais de um século depois, o modelo chegou ao Metrô de São Paulo. Quando a operação comercial começou, em 1974, os bilhetes de papel-cartão com tarja magnética eram considerados uma tecnologia moderna para a época.

A partir de 31 de outubro de 2026, o modelo deixa definitivamente de ser aceito nas estações. Quem ainda tiver bilhetes poderá solicitar a troca entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, mas os procedimentos ainda serão detalhados pelo Metrô.