Terremoto de magnitude 5 atinge Tibete em meio a tragédia das enchentes que já matou 1.273 pessoas

Um terremoto de magnitude 5 atingiu nesta quinta-feira a região do Tibete, controlada pela China, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Até o momento, não há registro de vítimas ou danos provocados pelo tremor.

De acordo com a CNN, o terremoto ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 10 quilômetros. O USGS localizou o epicentro na Região Autônoma do Tibete, oficialmente identificada pela China como Xizang, a cerca de 100 quilômetros das fronteiras com Nepal e Índia.

O abalo ocorre pouco mais de uma semana depois do deslizamento seguido de inundações catastróficas que atingiram a região. Apesar da proximidade temporal entre os eventos, o epicentro do terremoto não fica perto da área atingida pela enchente repentina de 26 de agosto, responsável por um amplo rastro de destruição.

Nesta quinta-feira, o número de mortos pelas inundações chegou a 1.273, sendo 21 no Tibete. No Nepal, 4.216 pessoas continuam desaparecidas, enquanto as operações de busca e resgate seguem em andamento, segundo as autoridades.

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Na China, a imprensa estatal informou que 541 pessoas permanecem desaparecidas. Com isso, o total de não localizados chega a 4.757. Entre eles estão quase 600 cidadãos estrangeiros de mais de 30 países.

Diante da dimensão da tragédia, agências de ajuda do Nepal afirmaram que avaliam mobilizar carregadores para auxiliar os distritos mais afetados próximos à fronteira com a China.

Os carregadores são conhecidos há décadas por atuarem como parte essencial das expedições de trekking e montanhismo no Nepal, transportando mochilas pesadas por vários dias em trilhas íngremes e sob condições difíceis.

“A beleza do seu país é que conta com carregadores. Por isso também precisamos recorrer a meios tão simples para fazer a ajuda chegar o mais rapidamente possível”, declarou à imprensa Lila Pieters Yahia, coordenadora residente da ONU para o Nepal, que está em Katmandu.

Enquanto isso, soldados do Exército nepalês e equipes de resgate, incluindo especialistas estrangeiros, continuaram nesta quinta-feira as buscas por sobreviventes que, segundo as autoridades, podem permanecer presos em túneis de centrais hidrelétricas.

Fonte: OGLOBO