A Prefeitura de Guarulhos ampliou as ações educativas de prevenção à dengue em escolas e instituições localizadas em áreas consideradas prioritárias a partir do monitoramento da presença do mosquito Aedes aegypti. Até o momento, o município contabiliza 348 casos confirmados da doença.
Entre 10 de agosto e 1º de setembro, 5.111 estudantes de nove instituições participaram de atividades voltadas à prevenção, com o objetivo de transformar alunos e professores em multiplicadores dos cuidados também dentro das residências. Até 11 de setembro, outras sete unidades serão atendidas.
A estratégia complementa as ações rotineiras de combate ao mosquito e utiliza os resultados das Avaliações de Densidade Larvária (ADLs), realizadas em maio e julho, para direcionar as atividades aos territórios que exigem maior atenção.
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) identifica as regiões prioritárias e, com base nesses dados, a Secretaria de Educação seleciona as unidades que receberão as ações.

Na ADL realizada em julho, equipes visitaram 23.462 imóveis em Guarulhos, dos quais 9.724 puderam ser trabalhados. O índice geral do município ficou em 1,13, resultado classificado como situação de alerta.
O levantamento passou a orientar diferentes frentes de enfrentamento ao Aedes aegypti, entre elas a intensificação das visitas casa a casa, atividades em condomínios, intervenções em pontos estratégicos e imóveis especiais, além das ações educativas.
Nesta etapa, participam as EPGs Castro Alves, Vinicius de Moraes, Amélia Duarte da Silva, Batuíra II, Otoya Sato, Perseu Abramo, Zumbi dos Palmares e Mariazinha Rezende Fusari.
Também estão incluídos o Instituto Cidadania Bambi I, ACASEC Jardim Testai II, Raios de Sol Brilhante, Associação Beneficente e Comunitária (ABIS), Tia Carmela, Instituição Allan Kardec Alice Pereira, Instituto de Assistência Social Jesus Menino II e Associação de Moradores para Desenvolvimento do Água Azul (AMAA IV).
A programação segue até o dia 11 de setembro e deverá alcançar, ao final, 6.178 crianças nas 16 instituições previstas, envolvendo unidades de Educação Infantil, Ensino Fundamental e uma unidade de atendimento especializado.
Para os estudantes do Ensino Fundamental, a prevenção é apresentada por meio de estações interativas. Os alunos aprendem sobre o ciclo de vida do mosquito, participam de uma dinâmica de “certo ou errado” sobre atitudes capazes de evitar criadouros e utilizam uma maquete que reproduz ambientes residenciais para identificar possíveis locais de acúmulo de água.
Na Educação Infantil, as orientações são transmitidas de forma lúdica com o espetáculo “Belinha contra a Dengue”. Apesar de a dengue ser o tema prioritário, informações básicas sobre Zika e chikungunya também são apresentadas de maneira adequada a cada faixa etária.
As atividades são conduzidas por uma equipe formada por 13 profissionais, entre agentes de combate às endemias, técnicos e a chefia da Seção Técnica de Controle de Arboviroses.
A proposta é fazer com que estudantes e professores levem o conhecimento adquirido para dentro de casa, auxiliando familiares na identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito no cotidiano.
O trabalho educativo começou como projeto-piloto em 2024, com o Teatro da Belinha, e foi oficialmente instituído em 2025.
No ano passado, mais de 70 escolas, além do Zoológico Municipal e do Bosque Maia, receberam as atividades. Ao todo, mais de 30 mil crianças foram alcançadas.
Em 2026, dez escolas participaram das ações durante o primeiro semestre, beneficiando 6.305 crianças. Com a inclusão das oficinas educativas e da atual etapa, mais de 12 mil crianças terão participado das atividades até 11 de setembro, considerando as 26 instituições atendidas ao longo do período.
Novas ações continuam sendo articuladas entre as secretarias da Saúde e da Educação, com previsão de continuidade do trabalho em outras etapas.



