PF faz operação em Guarulhos contra grupo suspeito de enviar cocaína à Europa

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) uma operação em Guarulhos para desarticular um grupo suspeito de atuar no tráfico internacional de cocaína por meio de cargas aéreas enviadas à Europa. A investigação apura o uso do Aeroporto Internacional de Guarulhos para o transporte do entorpecente escondido em meio a cargas lícitas.

Batizada de Operação Snelle Verzending, a ação cumpre dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais são executadas em endereços localizados em Guarulhos.

As investigações começaram após informações encaminhadas à Polícia Federal por meio da cooperação policial internacional, com participação da Embaixada dos Países Baixos no Brasil. O alerta estava relacionado à apreensão de aproximadamente 150 quilos de cocaína na Europa.

Segundo as informações recebidas, a droga teria sido encontrada escondida em meio a uma carga lícita que tinha como destino o exterior. A partir desse episódio, a PF passou a investigar a origem do entorpecente e a logística utilizada para que a cocaína fosse transportada até a Europa.

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As autoridades brasileiras também solicitaram cooperação jurídica aos Países Baixos para ter acesso a elementos do procedimento criminal instaurado naquele país e confirmar as circunstâncias do crime.

Entre os alvos da investigação estão funcionários do aeroporto. De acordo com a Polícia Federal, há indícios de possível participação de trabalhadores do Aeroporto Internacional de Guarulhos na movimentação da droga dentro da estrutura utilizada para o transporte de cargas.

A apuração também aponta para a existência de outros envolvidos na cadeia criminosa. O grupo investigado teria fornecedores, receptores e financiadores responsáveis por diferentes etapas do esquema de envio da cocaína para a Europa.

Com o cumprimento das medidas judiciais, a Polícia Federal busca reunir novas provas sobre a atuação dos suspeitos e esclarecer qual teria sido a participação de cada integrante na organização criminosa.