Guarulhos capacita profissionais para identificar casos de HIV em estágio avançado

Mais de 50 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros dos serviços especializados em HIV/aids e da rede de urgência e emergência, participaram nesta terça-feira (15) de uma capacitação voltada à identificação e ao manejo da doença avançada pelo HIV em Guarulhos. A atividade foi promovida pela Secretaria da Saúde no CME Adamastor e integra o processo de implantação do Circuito Rápido da Doença Avançada pelo HIV no município.

A abertura da capacitação foi conduzida por Marina Nairismagi Alves, coordenadora de Ações de Vigilância do Programa Municipal IST/aids e Hepatites Virais. Ela apresentou o cenário epidemiológico da doença na cidade e contextualizou os dados registrados recentemente.

Entre agosto de 2025 e julho de 2026, mais de 160 pessoas foram diagnosticadas com doença avançada pelo HIV em Guarulhos. Nos últimos cinco anos, o município registrou, em média, 350 novas notificações de casos de HIV/aids por ano.

Durante a programação, Marina também explicou as estratégias previstas para a implantação do Circuito Rápido da Doença Avançada pelo HIV.

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Na sequência, a médica infectologista pediátrica Paula Andrade Alvares, integrante do Programa IST/aids/HIV, do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, apresentou aspectos clínicos relacionados ao reconhecimento e ao manejo de pacientes em situação de doença avançada.

A palestra, intitulada “Identificação e Manejo da Aids Avançada”, teve como foco o rastreamento e o tratamento da tuberculose e da criptococose por meio do uso de testes rápidos.

A capacitação foi realizada pelo Programa Municipal IST/aids e Hepatites Virais, da Divisão Técnica do CIEVS e do Departamento de Vigilância em Saúde, seguindo as diretrizes do Programa Estadual de IST/aids e do Ministério da Saúde.

A iniciativa reforça a necessidade de integração entre os setores de vigilância, assistência e serviços especializados. O objetivo é ampliar a capacidade da rede de saúde para reconhecer sinais de doença avançada, acelerar a investigação diagnóstica e garantir o encaminhamento dos pacientes e o início do cuidado adequado.