Uma carga de placas de vídeo avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões teria desaparecido nas dependências do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A denúncia foi feita pelo Grupo Oderço, distribuidora de equipamentos de tecnologia sediada em Maringá (PR), que cobra explicações sobre o paradeiro de dois pallets de produtos que, segundo a empresa, chegaram ao terminal, mas não foram localizados posteriormente.
A mercadoria era composta por placas de vídeo RTX 5090, da marca Zotac, equipadas com chips da Nvidia. Segundo a distribuidora, o valor de R$ 2,5 milhões corresponde ao custo dos equipamentos, e não necessariamente ao preço de venda ao consumidor.
O caso ganhou repercussão após o presidente do Grupo Oderço, Oderço Matos, publicar um vídeo e um comunicado nas redes sociais para cobrar esclarecimentos. A empresa afirma que decidiu tornar a situação pública diante da falta de uma resposta conclusiva sobre o que aconteceu com a carga.
Até o momento, porém, não foram esclarecidas as circunstâncias em que os equipamentos deixaram de ser localizados nem quando a ausência foi constatada. A distribuidora busca informações sobre a movimentação da mercadoria e espera recuperar os produtos.

As placas RTX 5090 estão entre os componentes gráficos de alto desempenho disponíveis no mercado e são utilizadas em computadores destinados a jogos, produção de conteúdo e atividades que exigem elevada capacidade de processamento, incluindo aplicações de inteligência artificial.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Aeroin, modelos da RTX 5090 são comercializados no varejo brasileiro por valores entre R$ 33 mil e R$ 39 mil, dependendo da configuração. O montante estimado para a carga, entretanto, foi calculado pela distribuidora com base no custo de aquisição das mercadorias.
O presidente da empresa também afirmou que, em mais de 38 anos de atuação, a distribuidora nunca havia enfrentado uma situação semelhante. A companhia cobra esclarecimentos sobre o ocorrido e espera que os equipamentos sejam encontrados.
Procuradas pela imprensa, a GRU Airport, concessionária responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, a Polícia Federal e a Receita Federal ainda não haviam se manifestado sobre o caso até o momento do relato divulgado. Dessa forma, as informações disponíveis publicamente permanecem baseadas na versão apresentada pela distribuidora, sem esclarecimento oficial sobre o desaparecimento da carga.



