Vítimas de roubos e furtos de celulares começam a receber seus aparelhos de volta nesta segunda-feira (19), a partir das 14h, em São Paulo. A restituição é resultado da Operação Frank Mobile, realizada em setembro pelas polícias Civil, Militar e Penal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), para combater o comércio ilegal de dispositivos.
A entrega ocorre na sede do Ministério Público, localizada na Rua Riachuelo, na região central da capital. Os aparelhos foram identificados pelas equipes responsáveis, que também entraram em contato com os proprietários para organizar a devolução.
A Operação Frank Mobile teve como foco toda a cadeia criminosa envolvendo celulares roubados ou furtados, desde a receptação até o desbloqueio, a retirada de peças e a revenda dos equipamentos. Durante a ação, foram cumpridos 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão, além de prisões em flagrante. As equipes apreenderam milhares de aparelhos sem comprovação de origem, com a participação de mais de 1,7 mil agentes.
A investigação foi conduzida ao longo de dois anos pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, em conjunto com a área de inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a recuperação dos celulares é apenas uma parte do trabalho, que também busca responsabilizar quem recebe e comercializa produtos de origem criminosa.
“O trabalho também é fazer com que esses aparelhos voltem para as mãos de quem foi vítima de um roubo ou furto. Ao mesmo tempo, estamos atingindo quem recebe e comercializa esses produtos”, afirmou.
O trabalho integra o programa SP Mobile, iniciativa da Secretaria da Segurança Pública que reúne informações e ações policiais para localizar celulares com registro de roubo ou furto e devolvê-los aos verdadeiros donos.
Entre junho de 2025 e 23 de setembro de 2026, o programa recuperou 38.028 celulares com registro criminal. Desse total, 11.445 aparelhos já tinham sido devolvidos às vítimas. A etapa anterior de restituição ocorreu em 29 de setembro, quando 268 pessoas receberam seus dispositivos.
O procedimento começa com o cruzamento de informações dos boletins de ocorrência e dos dados das linhas telefônicas utilizadas nos aparelhos. Quando a Polícia Civil identifica que um celular registrado como roubado ou furtado está sendo utilizado por outra pessoa, ela pode ser convocada para explicar a procedência do equipamento e apresentá-lo em uma unidade policial.
Se a investigação indicar que o aparelho foi adquirido sem conhecimento de sua origem criminosa, a situação é analisada para viabilizar a devolução ao proprietário legítimo. Já quando existem indícios de que a pessoa sabia da procedência ilegal do produto, a polícia aprofunda as apurações para verificar eventual responsabilidade criminal.
Caso o aparelho não seja apresentado após a notificação ou existam indícios de envolvimento com o comércio ilegal, a Polícia Civil poderá realizar diligências e buscas para localizá-lo. Depois da recuperação, as equipes identificam o proprietário e organizam a restituição.
Polícia prende suspeito de integrar gangue do quebra-vidro
Em outra frente de combate aos crimes patrimoniais, a Polícia Civil prendeu, na quarta-feira (14), um homem suspeito de participar do roubo do celular de uma influenciadora. O crime ocorreu em 28 de agosto, na Avenida Tancredo Neves, no bairro do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo.
O investigado seria integrante da chamada “gangue do quebra-vidro”, grupo associado a roubos de celulares e outros objetos de valor em veículos.
Policiais da 2ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) localizaram o suspeito em uma hospedagem na região central da capital, durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária.
As investigações identificaram três envolvidos no crime e apontaram semelhanças com outro roubo registrado no mesmo bairro, também em agosto. Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar as motocicletas utilizadas nas duas ações, enquanto as vítimas reconheceram o suspeito por meio de fotografias.
As apurações continuam para identificar os demais participantes dos crimes.
A recuperação dos celulares e a identificação de suspeitos fazem parte dos esforços das forças de segurança para atingir não apenas os autores dos roubos e furtos, mas também a rede de receptação e revenda ilegal que alimenta esse mercado.



