GCM flagra possível crime ambiental em parque protegido de Guarulhos; área é interditada

A retirada de vegetação nativa, alterações no relevo e a instalação de uma piscina em uma área de preservação ambiental levaram à interdição de um local no Parque Estadual Itaberaba, em Guarulhos. A irregularidade foi identificada na segunda-feira (19) por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), durante patrulhamento preventivo realizado pela Inspetoria Ambiental.

Na fiscalização, os agentes encontraram indícios de intervenção no ambiente natural, incluindo movimentação de solo e a instalação de uma estrutura com piscina de fibra. As alterações podem representar danos à vegetação e aos recursos naturais de uma unidade de conservação protegida pela legislação estadual.

Após a identificação das irregularidades, o local foi interditado e a ocorrência encaminhada à Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Meio Ambiente (Dicma). A Polícia Civil acionou a perícia técnica, registrou o caso e instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias da intervenção e apurar eventuais responsabilidades.

A investigação deverá esclarecer quem realizou as intervenções e se houve violação das normas ambientais aplicáveis à área protegida.

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Parque é estratégico para a biodiversidade e o abastecimento de água

Criado em 2010, o Parque Estadual Itaberaba possui mais de 15 mil hectares distribuídos entre Guarulhos, Arujá, Santa Isabel, Nazaré Paulista e Mairiporã.

A unidade de conservação tem a finalidade de proteger a biodiversidade e os recursos hídricos da região norte-nordeste da Serra da Cantareira. Além de abrigar espécies da fauna silvestre, incluindo animais ameaçados de extinção, o parque protege nascentes de importantes bacias hidrográficas que contribuem para o abastecimento do Sistema Cantareira.

A preservação dessas áreas é importante para a manutenção dos ecossistemas e dos recursos naturais que beneficiam a população da região.

A GCM Ambiental mantém patrulhamento preventivo no parque e em seu entorno para identificar irregularidades, combater crimes ambientais e proteger o patrimônio natural. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as responsabilidades pelas intervenções identificadas.