A Polícia Civil identificou Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos, como a 13ª vítima encontrada em São Paulo desde o início de setembro em ocorrências com circunstâncias semelhantes. Natural de Valença, na Bahia, o jovem morava com uma tia em Cotia, na região metropolitana, e desapareceu após sair de casa para comprar um lanche.
O corpo foi localizado na rua Paulo da Silva, no Jardim do Lago, zona oeste da capital paulista. Moradores acionaram a Polícia Militar após encontrarem o cadáver, que apresentava sinais de tortura, incluindo um corte na cabeça e marcas de disparos de arma de fogo.
O último contato de Guimarães com um familiar ocorreu por volta das 14h de quarta-feira (21), quando avisou à tia que sairia para comprar um lanche e retornaria em seguida. No dia seguinte, o jovem foi encontrado morto.
As investigações apontaram que quatro homens, ocupando um carro de cor escura, teriam abandonado o corpo no local.

Guimarães havia se mudado recentemente para a casa da tia, depois de perder o emprego como servente de obras na Baixada Santista. Em depoimento à Polícia Civil, a mulher relatou que o sobrinho foi demitido após uma discussão com um colega de trabalho relacionada a um suposto furto.
Segundo as informações levantadas durante a investigação, não há registros criminais contra o jovem no estado de São Paulo. A tia também declarou que ele não tinha mais celular porque havia vendido o aparelho para comprar drogas.
O caso integra uma sequência de ocorrências registradas na capital paulista desde 5 de setembro. Nesse período, foram encontrados 13 corpos em condições semelhantes, incluindo vítimas colocadas em sacos plásticos, amarradas ou esquartejadas. Os registros abrangem as zonas norte, sul, leste e oeste da cidade.
A semelhança entre os casos alimentou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer. A Polícia Civil, no entanto, afirma que não há evidências de que os crimes tenham sido cometidos por uma única pessoa e informa que as ocorrências estão sendo investigadas individualmente.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, também afastou a hipótese de um único autor em um vídeo publicado nas redes sociais.
“Até agora, não encontramos [evidências de] que esses 12, 13 casos foram praticados pela mesma pessoa. Estamos trabalhando muito nisso [na descoberta das autorias]”, escreveu.
De acordo com a Polícia Civil, em alguns dos casos foram solicitadas prisões de suspeitos, posteriormente decretadas pela Justiça. As investigações estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).



