Os advogados dos réus do chamado núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 — grupo apontado pela PGR como responsável por idealizar o plano e liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — têm até esta quarta-feira (13) para apresentar as alegações finais ao STF.
Além de Bolsonaro, outros seis acusados ainda não protocolaram suas manifestações e devem fazê-lo no último dia do prazo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos e a redução dos benefícios concedidos ao delator Mauro Cid, que já entregou sua defesa e solicitou a manutenção dos termos da delação premiada firmada com a Polícia Federal.
O julgamento do núcleo central está previsto para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro. As acusações incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Entre os réus, apenas o deputado Alexandre Ramagem responde a menos crimes, e parte do processo contra ele será analisada apenas após o fim do mandato.
Réus do núcleo 1: Jair Bolsonaro; Alexandre Ramagem; Almir Garnier Santos; Anderson Torres; Augusto Heleno; Mauro Cid; Paulo Sérgio Nogueira; Walter Braga Netto (único preso do grupo).
Segundo a PGR, Bolsonaro teria coordenado a trama para se manter no poder, com apoio de ex-ministros e militares, que teriam atuado na disseminação de notícias falsas, elaboração de minutas golpistas, mobilização de tropas e financiamento de acampamentos.


