Em São Paulo, motoristas de aplicativos têm recorrido a métodos inusitados para não arcar com o custo do reabastecimento ao devolver carros alugados. Relatos apontam que alguns condutores chegam a usar água, álcool e até urina humana para completar o tanque e cumprir a exigência contratual de devolução com o tanque cheio.
Segundo especialistas, essa prática pode danificar o sistema de injeção, provocar oxidação na bomba de pressão e até risco de calço hidráulico, problemas que podem gerar altos custos de manutenção. Marcelo Silva, consultor mecânico, alerta que qualquer substância que não seja combustível pode prejudicar válvulas injetoras e motor.
Proprietários de locadoras confirmam que já receberam veículos abastecidos com água e até cachaça, e algumas empresas passaram a entregar os carros na reserva para receber na mesma condição, minimizando prejuízos.
A Fenaloc Brasil, federação do setor, desconhece o uso de urina, mas alerta para o impacto de combustíveis inadequados em carros convertidos para GNV, citando problemas de partida e necessidade de ajustes na mistura de etanol e gasolina.
Fonte: UOL


