A oposição voltou a articular a votação da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, aproveitando a semana de pauta mais leve na Câmara e o clima político pós-manifestações de 7 de Setembro. Aliados de Jair Bolsonaro (PL) pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o tema avance.
Nesta segunda-feira (8), Motta tem reunião prevista com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, para medir o apoio das bancadas à proposta. Nos bastidores, circulam ao menos três versões do texto, incluindo uma que tornaria Bolsonaro elegível novamente e concederia anistia retroativa a partir de março de 2019, quando teve início o inquérito das fake news no STF.
Apesar da pressão, o presidente da Câmara não sinalizou disposição para pautar o projeto enquanto durar o julgamento de Bolsonaro no Supremo. “Semana que vem não será nada. Vai ser uma semana mais tranquila para fazermos os diálogos”, disse Sóstenes.
Enquanto isso, governistas já trabalham com a possibilidade de veto. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou em conversas internas que o presidente Lula não hesitará em barrar a medida caso seja aprovada pelo Congresso.
Mesmo diante de um possível veto presidencial, parlamentares da oposição acreditam que o tema poderá retornar ao debate por meio do Congresso ou até ser judicializado no STF.
Os protestos de 7 de Setembro também serviram de combustível político. Em diferentes cidades do país, manifestações de direita destacaram a defesa da anistia e críticas ao STF, enquanto atos da esquerda reforçaram a pauta da soberania nacional.
Fonte: CNN


