Polícia não descarta participação de agentes públicos em execução de ex-delegado Ruy Ferraz Fontes

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) investiga a execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros na noite desta segunda-feira (15/9), em Praia Grande, litoral paulista. Autoridades afirmam que nenhuma hipótese está descartada, incluindo a possível participação de agentes públicos no crime.

Ruy, que atualmente era secretário de Administração da cidade, acumulava inimigos tanto no combate histórico ao Primeiro Comando da Capital (PCC) quanto em sua atuação administrativa no município.

Imagens de câmeras de segurança mostram que a emboscada foi executada por quatro criminosos de forma coordenada: após a vítima colidir o carro contra um ônibus e capotar, três homens encapuzados desceram de um veículo. Dois dispararam mais de 20 tiros, enquanto o terceiro fez uma espécie de contenção. Ruy morreu na hora; duas pessoas que passavam pelo local foram atingidas de raspão e não correm risco de vida.

O modo de atuação chamou atenção de investigadores, que compararam o caso à execução do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, morto em 2022 no Aeroporto de Guarulhos em ação atribuída a policiais militares contratados pelo PCC.

Um Jeep Renegade usado pelos criminosos foi localizado próximo à cena do crime. A perícia busca vestígios para identificar os atiradores.

Entre as linhas de investigação estão:

Vingança do PCC, já que Ruy foi pioneiro nas investigações contra a facção e responsável pela transferência de líderes, como Marcola, para presídios federais.

Conflitos políticos e administrativos locais, ligados à função que ele exercia em Praia Grande.

A força-tarefa montada pela SSP afirma que ainda é cedo para conclusões, mas reforça que trabalha com a possibilidade de envolvimento tanto do crime organizado quanto de agentes públicos.

Fonte: METRÓPOLES