Comissão da Mulher realiza diligência na Secretaria de Educação para discutir inclusão de crianças neurodivergentes

Na próxima sexta-feira (19), às 10h, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher participará de uma reunião na Secretaria Municipal de Educação para debater alternativas de contratação de apoios escolares capacitados em inclusão terapêutica.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada pela contabilista Lidiane Reis Falabela, que representa 380 famílias de Guarulhos com crianças neurodivergentes. Ela propõe a inserção de mães atípicas no papel de apoio escolar, a fim de reduzir a alta rotatividade de profissionais e garantir continuidade no manejo comportamental das crianças.

“A rotatividade prejudica a inclusão, pois a substituição frequente de profissionais causa crises entre as crianças neurodivergentes”, explicou Falabela.

Segundo a presidente da Comissão, vereadora Janete Rocha Pietá, a ação busca construir coletivamente uma política pública de inclusão. “Vamos criar uma frente parlamentar mista para que as mães atípicas participem das discussões e dialoguem com o Executivo. Queremos uma inclusão real, não de fachada”, afirmou.

A proposta também prevê a apresentação de um projeto de lei que regulamentará a atuação do apoio escolar com formação de acompanhante terapêutico, capacitado para oferecer auxílio pedagógico individualizado, mediar crises e apoiar crianças em atividades básicas de alimentação e higiene.