Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que os quatro jatinhos supostamente ligados ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda, têm valor estimado em R$ 60,4 milhões. A investigação faz parte da Operação Tank, desdobramento da Operação Carbono Oculto, que apura infiltração do PCC em setores de combustíveis e financeiro.
Embora os registros apontem Rueda como beneficiário das aeronaves, o proprietário formal é o contador Bruno Ferreira Vicente de Queiroz, presidente de empresas como a Magic Aviation e a Bariloche Participações S.A., com capital social de R$ 110 milhões. Bruno também é sócio ou diretor de 15 empresas, incluindo a Rovaniemi Participações S.A., proprietária de uma das aeronaves.
Outras empresas ligadas aos jatinhos têm sócios com histórico em setores de mineração e saúde, mas negam vínculo com Rueda ou com a Operação Carbono Oculto.
Rueda, por sua vez, negou qualquer relação com as aeronaves ou os fatos investigados, classificando o contexto como “absolutamente infundado” e afirmando que tomará medidas legais para proteger sua reputação.
A Polícia Federal ainda avalia se abrirá uma investigação específica sobre Rueda, com base em novos indícios que possam surgir durante os desdobramentos da operação.
Fonte: METRÓPOLES


