O deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), escolhido relator do Projeto de Lei da Anistia na Câmara dos Deputados, já manifestou posições duras contra os envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro. Na ocasião, ele classificou os participantes como “terroristas” e afirmou que as invasões e depredações em Brasília eram “crime”.
Paulinho também defendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a quem chamou de “guardião da democracia”. Em 2024, o parlamentar acionou o próprio STF para tentar barrar propostas do Centrão que buscavam restringir os poderes da Corte.
Agora relator, Paulinho tem sinalizado que não deve acatar uma versão ampla de anistia — que inclua o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevistas, afirmou que o texto deve buscar um “meio-termo”, com possibilidade de redução de penas para condenados, mas não uma anistia “geral e irrestrita”.
O PL da Anistia, de autoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), teve a urgência aprovada nesta semana, acelerando a tramitação. O relatório de Paulinho da Força deve ser apresentado em até uma semana.
Fonte: METRÓPOLES


