Após a aprovação unânime na Câmara dos Deputados, o governo aposta em tramitação acelerada no Senado para o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O texto, aprovado por 493 votos a favor na Câmara, prevê:
Isenção total para rendimentos até R$ 5 mil/mês;
Desoneração parcial para salários até R$ 7.350/mês;
Tributação mínima progressiva de até 10% sobre rendimentos superiores a R$ 600 mil/ano, incluindo dividendos acima de R$ 50 mil/mês.
A ministra Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política, declarou que há grande receptividade dos senadores. O presidente Lula também destacou em suas redes sociais a expectativa de amplo apoio no Senado.
O relator do texto, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a medida beneficiará 15,5 milhões de pessoas, corrigindo distorções tributárias e promovendo justiça social. A proposta mantém neutralidade na arrecadação, compensando a isenção para quem ganha até R$ 5 mil com tributos sobre as rendas mais altas.
Apesar da aprovação, prefeituras expressaram preocupação com impactos na folha municipal, estimando perdas de R$ 4,8 bilhões. Outros ajustes feitos no relatório incluem benefícios para produtores rurais, aplicações financeiras e instituições como o Prouni, além da previsão de atualização da tabela do IR pelo Executivo em até um ano.
O projeto segue agora para análise do Senado antes de seguir para sanção presidencial e previsão de vigência em janeiro de 2026.
Fonte: CNN


