O Brasil enfrenta uma crise envolvendo bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano. Já são 116 casos suspeitos em investigação em pelo menos cinco estados e no Distrito Federal, com 11 confirmações e uma morte registrada, segundo o Ministério da Saúde.
Nesta sexta-feira (3), o Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou a presença de metanol em duas garrafas apreendidas pela Polícia Civil. Paralelamente, a Polícia prendeu um dos principais fornecedores de insumos usados na falsificação de uísques, vodcas e gins.
Ações emergenciais
O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação para monitorar a crise e reforçou a distribuição de etanol farmacêutico como antídoto. A Anvisa também busca importar o medicamento fomepizol, não registrado no Brasil, usado em casos graves de intoxicação.
Governos estaduais intensificaram fiscalizações, e em São Paulo já há bares e distribuidoras com inscrição estadual suspensa. O Procon-SP abriu um canal exclusivo de denúncias para consumidores que encontrarem bebidas suspeitas.
Como identificar falsificações
Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), consumidores devem desconfiar de preços muito abaixo do mercado, exigir nota fiscal e observar o acabamento do rótulo, que em marcas legítimas costuma ser sofisticado.
Orientações à população
O Ministério da Justiça e Segurança Pública alerta que lacres tortos, erros de impressão e preços baixos são sinais de alerta. Sintomas como visão turva, náusea e dor de cabeça após o consumo devem ser tratados como suspeita de intoxicação, exigindo procura imediata de atendimento médico.
Fonte: CNN


