Três bombardeiros B-52 da Força Aérea dos Estados Unidos foram avistados sobrevoando a Região de Informação de Voo (FIR) próxima à Venezuela na quarta-feira (15), no mesmo dia em que o presidente Donald Trump confirmou operações secretas da CIA no país.
As aeronaves fazem parte de um aparato militar americano que inclui pelo menos oito navios, um submarino nuclear, caças F-35 e 4.500 militares estacionados no sul do Caribe. Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que os EUA podem estar se preparando para uma intervenção militar na Venezuela.
O B-52, fabricado pela Boeing, é considerado a espinha dorsal da força de bombardeiros estratégicos dos EUA. Capaz de voar mais de 14 mil quilômetros sem reabastecimento e transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas nucleares e convencionais, a aeronave realiza ataques estratégicos, apoio aéreo aproximado, operações ofensivas e missões marítimas. Apesar do tamanho, leva apenas cinco tripulantes e pode ser equipado com sensores ópticos e infravermelhos, além de sistemas de mira avançados para operações noturnas.
Desde setembro, os EUA vêm atacando barcos que alegam ser de organizações narcoterroristas ligadas ao tráfico de drogas para seu território. O bombardeio mais recente, autorizado na terça-feira (14), matou seis pessoas em águas internacionais próximas à Venezuela, ação criticada por entidades internacionais como a Human Rights Watch e questionada no Conselho de Segurança da ONU.
Analistas apontam que o volume de forças enviadas ao Caribe supera em muito uma operação contra o tráfico de drogas e pode sinalizar intenções de intervenção direta contra o governo de Nicolás Maduro, classificado pelos EUA como líder de uma organização terrorista e alvo de recompensa de US$ 50 milhões.
Fonte: G1


