RJ reforça segurança após megaoperação contra o Comando Vermelho, que deixou 64 mortos

Após a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, o governo do estado anunciou reforço no policiamento ao longo desta quarta-feira (29) para tentar retomar a normalidade e prevenir possíveis retaliações do Comando Vermelho (CV).

O governador Cláudio Castro afirmou à CNN Brasil que a operação foi planejada com pelo menos 60 dias de antecedência, envolvendo investigação de um ano e a participação do Ministério Público. Segundo ele, o objetivo era combater a expansão territorial da facção e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados.

O saldo da ação foi de 64 mortos — 60 suspeitos de crimes e 4 policiais (dois civis e dois militares do BOPE) —, superando em mais que o dobro a operação do Jacarezinho, em 2021, que registrou 28 mortes. Além disso, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos. Entre os detidos está Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, braço direito de Edgard Alves (Doca), líder do Comando Vermelho, responsável pelas finanças da facção na Penha.

A operação mobilizou 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com apoio logístico de drones, dois helicópteros, 32 blindados e 12 veículos de demolição. Durante a ação, criminosos foram flagrados armados e em fuga por trilhas na mata da Vila Cruzeiro, e um drone do CV foi filmado lançando explosivos na Penha.

O governador Cláudio Castro ressaltou que o estado tem atuado sozinho, sem apoio do governo federal, e que solicitações para blindados ao Exército foram negadas. O policiamento será mantido para garantir a operação dos serviços públicos e evitar retaliações.

Fonte: CNN