Líder do Missão, novo partido ligado ao MBL, afirma que bolsonarismo “morreu”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta terça-feira (4), o estatuto que oficializa a criação do partido Missão, nova sigla ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL). Com isso, o Brasil passa a ter 30 partidos políticos registrados.

Segundo o líder e fundador do Missão, Renan Santos, o novo partido nasce como uma alternativa de direita liberal, mas independente do bolsonarismo, que, segundo ele, “morreu politicamente”.

O Missão pretende reunir, durante a janela partidária de 2026, todos os parlamentares ligados ao MBL atualmente distribuídos por diferentes legendas. Entre eles está o deputado federal Kim Kataguiri, hoje filiado ao União Brasil, que afirmou não se preocupar com a falta de estrutura inicial para disputar a reeleição.

Planos presidenciais

Inicialmente, o MBL tentou lançar o comediante Danilo Gentili como candidato à Presidência da República, mas ele recusou o convite. A segunda opção seria o próprio Kim Kataguiri, que, no entanto, não tem idade mínima para disputar o cargo. Diante disso, Renan Santos se colocou como possível candidato ao Palácio do Planalto em 2026.

Financiamento e reposicionamento

Por não possuir representação no Congresso, o Missão não terá acesso ao fundo partidário, mas poderá receber entre R$ 3 e 4 milhões do fundo eleitoral. O valor será utilizado nas campanhas do próximo pleito.

Apesar de o MBL ter criticado o uso de recursos públicos em eleições no passado, o grupo alterou seu estatuto e reconheceu a necessidade de financiamento eleitoral para disputar cargos majoritários de forma competitiva.

O Movimento Brasil Livre, que ganhou destaque durante as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e apoiou Jair Bolsonaro em 2018, rompeu com o ex-presidente nos anos seguintes, mantendo, contudo, influência política e representação parlamentar.

Fonte: CNN