O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decretou na madrugada desta terça-feira (2) a prisão de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do instituto. A decisão ocorreu durante o depoimento do ex-servidor, que, segundo o parlamentar, teria omitido informações e apresentado versões consideradas contraditórias.
Segundo Viana, Jucimar falseou dados ao alegar que não havia sido convocado corretamente e ao fornecer informações imprecisas sobre datas questionadas por um dos promotores. “O senhor está preso por calar a verdade”, afirmou o presidente da CPMI ao determinar que a Polícia Legislativa conduzisse o ex-coordenador para lavratura do flagrante.
O depoimento era aguardado há semanas, mas vinha sendo adiado após a defesa apresentar sucessivos atestados médicos. Jucimar foi afastado do cargo em abril, quando a Polícia Federal deflagrou operação que apura fraudes e irregularidades no INSS.
De acordo com as investigações, ele teria participado do processo que autorizou o desbloqueio em lote para inclusão de descontos associativos solicitados pela Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura). Questionado se tinha conhecimento do volume elevado de reclamações, Jucimar afirmou que os relatórios enviados pela ouvidoria não indicavam números expressivos.
Durante a oitiva, o ex-coordenador negou envolvimento em pagamentos irregulares, rebateu qualquer suspeita de recebimento de propina e disse que sua nomeação ocorreu por critérios técnicos. Ele ressaltou que não possuía poder decisório sobre autorizações financeiras. “Eu não era ordenador de despesa e apenas acompanhava processos”, declarou.
A CPMI seguirá analisando documentos e depoimentos relacionados às investigações para identificar responsabilidades dentro do instituto.
Fonte: CNN


