“Batalhão” de PMs cerca Bolsonaro no hospital em esquema rigoroso e sem folgas de 24h

A internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Hospital DF Star, em Brasília, mobiliza um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com vigilância permanente e protocolos rigorosos de atuação. A operação prevê a presença ininterrupta de militares e escalas adaptadas devido à falta de estrutura de descanso dentro da unidade hospitalar.

Segundo apuração da coluna Na Mira, o modelo de segurança mantém um tenente fixo a cada 12 horas, responsável por comandar a operação no local. Além disso, três praças atuam no período diurno e outros três no turno da noite, garantindo cobertura total durante as 24 horas. Como não há espaço adequado para repouso dos policiais no hospital, não são adotadas escalas de 24 horas, sendo o serviço dividido em turnos de 12 horas para preservar as condições de trabalho dos militares.

Apesar do reforço na vigilância, a rotina no batalhão de origem dos agentes destacados — conhecido como Papudinha — segue sem alterações significativas na distribuição geral do efetivo.

No campo clínico, Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite de segunda-feira (23/3) e foi transferido para um quarto da unidade. Fontes médicas indicam que ele deve permanecer internado ao menos até quarta-feira (25/3), dando continuidade ao tratamento com antibióticos. Mais cedo, boletim já apontava evolução positiva no quadro e previa a saída da UTI em até 24 horas. Na semana anterior, o ex-presidente havia sido incluído em protocolo de cuidados semi-intensivos, embora ainda permanecesse na terapia intensiva.

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar, decisão que caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Aliados do ex-mandatário avaliam que a autorização para cumprimento da medida em casa pode ocorrer ainda nesta semana.

Na semana passada, o hospital informou ao STF que Bolsonaro deveria permanecer internado por pelo menos 14 dias a partir de sua entrada, em 13 de março. Mesmo com a melhora clínica registrada, o nível de segurança segue elevado, com presença contínua de oficiais e praças dentro do hospital, em um esquema semelhante ao adotado em situações de custódia hospitalar consideradas de alta relevância. Não há previsão de redução da operação enquanto durar a internação.

Fonte: METRÓPOLES