A administração do condomínio Solar de Brasília enviou nesta sexta-feira (27) um comunicado aos moradores informando mudanças na rotina após o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao local para cumprir prisão domiciliar humanitária.
Bolsonaro recebeu alta hospitalar pela manhã e voltou à residência onde mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha do casal e uma enteada. A flexibilização do regime foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do quadro de saúde do ex-presidente, que voltou a usar tornozeleira eletrônica.
O comunicado, assinado pelo síndico Marcelo Feijó, destaca trechos da decisão judicial com o objetivo de “evitar transtornos” aos condôminos. Segundo o documento, a Polícia Militar fará patrulhamento e guarda de forma permanente nas proximidades da casa de Bolsonaro.
A administração também orienta os moradores a redobrarem a atenção com a entrada e saída de visitantes. O texto afirma que qualquer situação interpretada como descumprimento da ordem judicial poderá resultar em consequências imediatas e gerar transtornos administrativos e jurídicos ao responsável pela autorização de acesso.
O ofício ainda menciona a proibição de acampamentos de apoiadores em um raio de um quilômetro do condomínio, conforme decisão do STF, e ressalta que a manutenção da ordem e da segurança na área externa é atribuição das forças policiais. A rotina de acesso ao imóvel será monitorada pelo Núcleo de Custódia, seguindo as regras previstas na convenção do condomínio.
Outro ponto abordado é o uso de grupos de mensagens entre moradores. A administração reforçou que opiniões compartilhadas nesses espaços são de caráter pessoal e não representam o posicionamento institucional do condomínio, que se declara apartidário e neutro em debates políticos.
Bolsonaro deixou o hospital DF Star por volta das 10h, em carro descaracterizado e sem escolta policial. Cerca de 20 minutos depois, chegou ao condomínio, no bairro Jardim Botânico, onde chegou a aparecer no jardim usando colete à prova de balas.
Ele estava internado desde 13 de março, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. O ex-presidente permaneceu dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de ser transferido para o quarto na segunda-feira (23).
A prisão domiciliar, inicialmente prevista por 90 dias, impõe restrições como uso obrigatório e ininterrupto de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de celulares, computadores e qualquer meio de comunicação, além da vedação total de postagens em redes sociais. Ao final do prazo, Bolsonaro passará por nova perícia médica para avaliar se poderá retornar ao estabelecimento prisional ou se o benefício será prorrogado.
Fonte: G1


