A Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Mikail realizou, na manhã desta terça-feira (14), mais uma reunião no plenário da Câmara de Guarulhos para apurar possíveis irregularidades em loteamento localizado na Rua Dolomita. O encontro contou com a presença do representante da Sabesp, Juan Vazquez, que respondeu a questionamentos dos vereadores sobre o fornecimento de água na região.
Entre os principais pontos levantados pelos parlamentares, estão o histórico da única ligação de água existente, que abastece dezenas de imóveis de forma compartilhada, a ciência da Sabesp sobre possíveis irregularidades, os critérios para individualização do consumo e a interrupção do serviço por inadimplência. Em resposta, Vazquez afirmou que a concessionária só pode realizar ligações individualizadas com autorização do poder concedente, destacando que a rua ainda não possui reconhecimento oficial, o que exige regularização prévia pela Prefeitura.
O representante também informou a existência de um débito de R$ 3 mil, que precisa ser quitado antes da religação do serviço, embora haja possibilidade de negociação e parcelamento. Outro ponto sensível destacado foi a necessidade de atualização cadastral do imóvel nº 551, cuja conta ainda está em nome de uma pessoa falecida.
No campo local, a ausência da EDP, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica, gerou forte reação dos vereadores. Mesmo após convites reiterados, a empresa não enviou representante, sendo alvo de críticas por postura considerada omissa. O presidente da CEI, Delegado Mesquita, anunciou que os responsáveis serão convocados por meio de notificação extrajudicial e não descartou medidas legais, classificando a ausência como desrespeito ao Legislativo e à população.
A comissão reforça que busca a regularização dos serviços públicos na região, com a individualização das medições de consumo, substituindo o atual modelo compartilhado. A próxima reunião está marcada para o dia 28 de abril, às 10h, quando moradores da Rua Dolomita serão ouvidos. Segundo Mesquita, os depoimentos — que incluem relatos de sofrimento, opressão e ameaças — serão fundamentais para o avanço das investigações e para garantir direitos à população afetada.


