A renda média dos brasileiros alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O crescimento representa alta real de 5,4% em relação a 2024, quando o rendimento médio era de R$ 3.195.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e mostram também ampliação no número de brasileiros com algum tipo de renda, que chegou a 67,2% da população residente — cerca de 143 milhões de pessoas.
O trabalho segue como principal fonte de rendimento no país. Em 2025, a massa salarial atingiu R$ 361,7 bilhões por mês, consolidando uma sequência de quatro anos seguidos de crescimento acima de 6%, segundo o IBGE.
O rendimento médio do trabalho também bateu recorde, chegando a R$ 3.560, com alta de 5,7% em relação a 2024 e avanço de 11,1% frente ao período pré-pandemia. O analista Gustavo Geaquinto Fontes, do IBGE, destaca que a expansão ganhou força a partir de 2022, com pico de 11,6% em 2023.
Apesar do avanço geral, a pesquisa mostra que a renda das famílias depende de múltiplas fontes. O trabalho responde por 47,8% da população, seguido por aposentadorias e pensões (13,8%), programas sociais como Bolsa Família e BPC (9,1%) e outras categorias como aluguel, doações e aplicações financeiras.
Na análise regional, o Sul registrou o maior rendimento domiciliar per capita (R$ 2.734), enquanto o Nordeste apresentou o menor (R$ 1.470). O Centro-Oeste teve o maior crescimento no último ano, impulsionado pelo Distrito Federal.
O levantamento também evidencia desigualdades persistentes: pessoas brancas recebem, em média, R$ 4.577, enquanto pretos recebem R$ 2.657 e pardos R$ 2.755. Entre os sexos, homens ganham R$ 3.921, acima das mulheres (R$ 3.085). Já o nível de escolaridade segue como principal fator de diferença, com trabalhadores sem instrução recebendo R$ 1.518 contra R$ 6.947 entre quem tem ensino superior.
Fonte: G1


