O Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado de São Paulo (SATED-SP) recebeu denúncias envolvendo os bastidores do filme “Dark Horse”, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. As acusações incluem atrasos de pagamento, restrições excessivas e relatos de agressão durante as gravações.
Segundo informações reunidas pelo sindicato em relatório e relatos de profissionais ouvidos pela imprensa, ao menos 15 pessoas afirmam ter enfrentado situações como revistas consideradas abusivas, vigilância constante e controle rígido até mesmo em idas ao banheiro durante as filmagens.
Um dos atores afirmou que os figurantes eram acompanhados até o banheiro e que as idas só poderiam ocorrer em horários definidos pela produção. Outro relato aponta atrasos recorrentes no pagamento de cachês, que teriam ultrapassado 30 dias em alguns casos.
Os valores pagos também são citados nas denúncias como abaixo do mercado: cerca de R$ 100 para figuração e R$ 170 para elenco de apoio, mesmo com orçamento milionário do projeto, que teria recebido aporte de R$ 61 milhões, segundo apuração citada no texto.
Além disso, um figurante relatou ter sido agredido por um segurança após desentendimento durante a gravação. Ele afirma ter sido expulso do set e agredido fisicamente ao ser retirado do local, registrando boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.
Outras queixas incluem alimentação considerada inadequada e tratamento desigual entre elenco estrangeiro e figurantes brasileiros, que recebiam apenas kits de lanche simples enquanto outros profissionais tinham refeições completas.
O SATED-SP informou que apenas recebe as denúncias e encaminha os casos aos órgãos competentes, como Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego.
A produtora responsável pelo filme e a agência de casting citada nas denúncias foram procuradas, mas não responderam até a publicação das informações.
Fonte: METRÓPOLES


