Mesmo após a Justiça italiana negar, em última instância, a extradição de Carla Zambelli no processo ligado à invasão hacker do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ex-deputada federal ainda pode ser enviada de volta ao Brasil por causa de uma segunda condenação.
Zambelli responde a dois processos distintos no Brasil. No primeiro, foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão ao sistema do CNJ. No segundo, recebeu pena de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
A ex-parlamentar deixou o Brasil e acabou presa em Roma, na Itália, em 29 de julho de 2025. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso ela permanecesse solta.
A decisão mais recente da Corte de Cassação de Roma, divulgada na sexta-feira (22), analisou apenas o pedido de extradição relacionado ao caso do ataque hacker. A Justiça italiana rejeitou o envio de Zambelli ao Brasil nesse processo específico.
No entanto, ainda existe um segundo pedido de extradição ligado à condenação por porte ilegal de arma. Nesse caso, a Corte de Apelação de Roma já autorizou a extradição, mas a defesa recorreu à Corte de Cassação, que ainda deverá dar a palavra final.
Após a decisão favorável no primeiro processo, Zambelli passou a responder em liberdade. “Consagro a minha liberdade como uma vitória de Deus”, declarou após deixar a prisão.
Mesmo que a Suprema Corte italiana aprove a extradição no segundo caso, a medida ainda dependerá da decisão do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Ele terá até 45 dias para confirmar ou rejeitar o envio da ex-deputada ao Brasil.
Caso a extradição seja autorizada definitivamente, a Justiça brasileira informou que Carla Zambelli deverá cumprir prisão na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Fonte: METRÓPOLES


