As grandes empresas de tecnologia estão acelerando a substituição das senhas tradicionais pelas chamadas passkeys, um novo modelo de autenticação que promete mais segurança e praticidade para os usuários. Apesar das vantagens, especialistas alertam para um risco pouco conhecido: a possibilidade de perder o acesso às contas ao trocar de aparelho ou formatar o computador.
No programa CNN Tech desta quarta-feira, Adriano Ponte explicou que as passkeys funcionam de forma diferente das senhas convencionais. Enquanto uma senha pode ser memorizada e utilizada em diversos dispositivos, a passkey é um token criptográfico armazenado diretamente no chip de segurança do celular ou computador.
Na prática, o sistema funciona como um cofre digital vinculado ao equipamento. Durante o processo de criação da chave, muitos serviços e navegadores oferecem a configuração automática com apenas um clique, incentivando a adoção da tecnologia. No entanto, nem sempre o usuário sabe exatamente onde essa credencial está sendo armazenada.
Segundo o especialista, o problema surge quando a passkey fica vinculada exclusivamente a um único dispositivo. Nesses casos, a troca de celular, a perda do aparelho ou a formatação do computador podem dificultar significativamente a recuperação do acesso às contas.

A mesma blindagem criptográfica que protege os usuários contra invasões também pode se transformar em um obstáculo para o próprio titular da conta caso não exista um mecanismo adequado de sincronização ou backup.
Para evitar esse tipo de problema, a recomendação é utilizar gerenciadores de senhas multiplataforma que permitam sincronizar as passkeys entre diferentes dispositivos. Dessa forma, as chaves ficam armazenadas em um ambiente seguro e acessível mesmo após a troca de aparelho, garantindo a continuidade do acesso às contas digitais.
Fonte: CNN



