Amir Ghalenoei lamenta oportunidades desperdiçadas diante da Nova Zelândia, mas valoriza desempenho da seleção iraniana após dificuldades para chegar aos Estados Unidos.
O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, elogiou a atuação de sua equipe após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, na noite de segunda-feira, em Los Angeles, pela estreia das duas seleções na Copa do Mundo. Apesar de reconhecer que o resultado poderia ter sido melhor, o comandante destacou o desempenho dos iranianos diante dos obstáculos enfrentados antes mesmo do início da competição.
A preparação da equipe foi marcada por dificuldades para obter os vistos de entrada nos Estados Unidos. Por causa da situação, a delegação transferiu sua concentração para Tijuana, no México, e só entrou em território norte-americano na véspera da partida de estreia. O próximo compromisso do Irã também será disputado em Los Angeles, no domingo, contra a Bélgica.
Em um confronto movimentado, o Irã precisou reagir duas vezes para buscar a igualdade no placar. Mesmo com o resultado, Ghalenoei classificou o duelo como o mais atrativo da primeira rodada do Mundial.
“Eu acho que foi um jogo lindo. Provavelmente, o melhor jogo da primeira rodada. Estou feliz com o jogo, mas não com o resultado. Nós cedemos dois gols e tivemos muitas chances em que poderíamos ter aproveitado as oportunidades. Leve em conta que tivemos uma longa jornada, todas as vezes, para vir aos Estados Unidos. Tivemos problemas com vistos. Considere tudo isso. Acho que poderíamos ter vencido”, afirmou o treinador.
Os gols iranianos foram marcados por Rezaeian e Mohebi. Pela Nova Zelândia, Just balançou as redes duas vezes, uma em cada tempo, garantindo o empate na partida disputada em Los Angeles.
Além do que aconteceu dentro de campo, o confronto também foi cercado por manifestações políticas do lado de fora do estádio. Centenas de iranianos protestaram contra o regime vigente em seu país, carregando bandeiras com o símbolo do leão e do sol, utilizado pelo Irã até a Revolução Islâmica de 1979.
Embora a Fifa proíba manifestações políticas em suas competições e considere o símbolo vetado dentro dos estádios, torcedores iranianos conseguiram entrar com as bandeiras no local da partida.
No cenário internacional, Estados Unidos e Irã também protagonizaram um movimento relevante durante o período do Mundial. Os dois países assinaram virtualmente um tratado de paz com o objetivo de encerrar a guerra no Oriente Médio. Embora o conteúdo do documento ainda não tenha sido divulgado, as assinaturas já foram realizadas, em uma medida que pode contribuir para reduzir as tensões entre as nações ao longo da competição.
A seleção iraniana agora volta suas atenções para o confronto diante da Bélgica, buscando transformar o desempenho elogiado na estreia em uma vitória importante na sequência da Copa do Mundo.
Fonte: GE


