Arma atribuída a Bolsonaro é encontrada com militar em abordagem no DF e caso é encaminhado ao STF

Ocorrência em Taguatinga envolve veículo oficial do Exército, apreensão de armamento sem documentação e suspeita sobre origem da arma, que será investigada pelas autoridades competentes.

Um militar foi abordado na noite desta segunda-feira (15) durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em Taguatinga, e estava com uma arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo apuração da GloboNews. O caso gerou investigação e foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a Polícia Militar, o homem conduzia um veículo oficial do Exército Brasileiro quando foi parado na DF-001. Na vistoria, os agentes encontraram uma arma institucional regularmente portada e outra arma de fogo no interior do veículo, esta sem documentação no momento da abordagem.

Em nota, a PM informou que o militar não apresentou o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) referente ao segundo armamento. Por esse motivo, a situação foi classificada como irregular, conforme a Lei 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento.

O suspeito, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, foi levado inicialmente à 21ª Delegacia de Polícia e posteriormente liberado. A investigação deve prosseguir sob responsabilidade da 17ª DP, com acompanhamento do STF devido à natureza da ocorrência.

Segundo informações apuradas pela TV Globo, o militar declarou em boletim de ocorrência que a arma seria de terceiro e afirmou que o armamento teria sido entregue a ele para reparo devido a uma suposta pane. Ele relatou ainda que pretendia devolver o equipamento no dia seguinte.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem da arma atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, nem sobre eventual ligação direta com ele. A defesa do ex-presidente e do militar citado foi procurada, mas ainda não se manifestou.

O caso também levanta questionamentos sobre o uso e a custódia de armamentos vinculados a estruturas de segurança. Em depoimento, o militar se identificou como sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que estava em posse do armamento em razão da ocorrência técnica.

O que diz o GSI

Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional esclareceu que não realiza a segurança de ex-presidentes da República, incluindo Jair Bolsonaro. Segundo o órgão, servidores vinculados à proteção de ex-mandatários são de livre indicação e não estão subordinados operacionalmente ao GSI.

O órgão destacou ainda que, conforme legislação vigente, atua na capacitação e avaliação de servidores e condutores ligados a esse tipo de atividade, sem responsabilidade direta pela operação de segurança dos ex-presidentes.

O caso segue sob investigação, com apuração da origem da arma, sua regularidade e eventual vínculo com pessoas citadas na ocorrência.

Fonte: G1