Seleção africana havia chamado Portugal de “controlável” antes do Mundial e conseguiu segurar uma das favoritas ao título na estreia, conquistando seu primeiro ponto na história da competição.
A República Democrática do Congo transformou uma provocação feita antes da Copa do Mundo de 2026 em realidade ao empatar por 1 a 1 com Portugal, na quarta-feira (17). Durante a festa pela classificação ao Mundial, realizada em abril, um cartaz exibido por torcedores e pelo atacante Cédric Bakambu estampava a frase “Portugal az maîtrisable”, expressão que significa que a seleção portuguesa era “controlável”, “dominável” ou “superável”.
A mensagem surgiu durante o desfile em carro aberto pelas ruas de Kinshasa após a vitória por 1 a 0 sobre a Jamaica, na prorrogação da Eliminatória Intercontinental, resultado que garantiu o retorno da RD Congo à Copa do Mundo depois de 52 anos. A frase também fazia referência ao distrito de Tshangu, na capital congolesa, simbolizando o orgulho da torcida com a seleção nacional.
Em campo, a equipe comandada por Sébastien Desabre confirmou a confiança demonstrada meses antes. Diante de uma das favoritas ao título, a RD Congo adotou uma estratégia defensiva eficiente, reforçando a marcação à frente da área e limitando Portugal a apenas uma finalização no gol, mesmo com os portugueses controlando 75% da posse de bola.
Depois de sair atrás no placar, os congoleses reagiram com o gol de Wissa e garantiram o empate sem sofrer grande pressão até o apito final. A estratégia também permitiu que a seleção africana finalizasse mais vezes que Portugal, com oito chutes contra sete, apesar de trocar apenas 263 passes, enquanto os portugueses completaram 791.
Portugal entrou na competição como uma das principais candidatas ao título. A equipe ocupa a quinta posição no ranking da Fifa, é a atual campeã da Liga das Nações e chegou ao Mundial com o quinto melhor aproveitamento do ciclo, de 75,2%.
Já a RD Congo apresentava um cenário diferente. Desde a última Copa, venceu metade das partidas disputadas, convivia com críticas ao desempenho ofensivo, com média de 1,26 gol por jogo, mas chegava ao torneio sustentada por uma defesa sólida, a sétima menos vazada entre as 48 seleções classificadas, com média de apenas 0,63 gol sofrido por partida.
Após o empate, o técnico Sébastien Desabre destacou a importância do resultado.
“Este empate nos traz muita energia, é um passo à frente. Estamos orgulhosos de garantir esse ponto para nosso país na Copa. Demos tudo o que tínhamos e estamos felizes com o resultado”, afirmou o treinador em entrevista coletiva.
O empate representa o primeiro ponto da história da República Democrática do Congo em Copas do Mundo e mantém a equipe na disputa por uma vaga no mata-mata. Pelo Grupo K, os congoleses enfrentam a Colômbia na terça-feira (23) e encerram a fase de grupos diante do Uzbequistão, no dia 27.
Fonte: GE


