Caso envolve suspeita de acesso indevido a celular durante atendimento e envio de imagem privada via AirDrop; vítima registrou boletim de ocorrência e diz ter encontrado outras possíveis vítimas.
Uma jovem de 20 anos denunciou ter tido uma foto íntima transferida de seu celular sem autorização durante atendimento em uma loja de uma operadora de telefonia em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso veio a público após relato de Eduarda Kruger nas redes sociais, onde ela afirmou ter “entrado em choque” ao descobrir o ocorrido.
Segundo a vítima, o episódio aconteceu na última quinta-feira (11), quando ela procurou uma loja da TIM para realizar a alteração de seu plano telefônico. Durante o atendimento, o funcionário solicitou a senha do aparelho para acessar o aplicativo da operadora, procedimento que, segundo ela, foi fornecido por confiar se tratar de uma prática padrão.
Após deixar o local, já dentro do carro, Eduarda percebeu uma notificação de transferência via AirDrop ainda ativa na tela do celular. A ferramenta indicava o envio de um arquivo do aparelho para outro dispositivo.
A jovem afirma que, ao investigar o próprio celular, constatou que uma foto íntima armazenada na pasta de itens ocultos teria sido enviada para o dispositivo do atendente. Ela também relatou ter acionado familiares e um amigo policial imediatamente após a descoberta.
“Quando eu vi eu entrei em estado de choque. Liguei para o meu pai desesperada, liguei para minha irmã e liguei para meu amigo policial também”, disse em relato divulgado nas redes sociais. Ela afirma ter sido orientada a acionar a Polícia Militar pelo número 190.
Ainda segundo a vítima, com a chegada dos policiais, foi possível acessar o celular do suspeito, onde teriam sido encontradas outras imagens íntimas de diferentes mulheres na pasta de arquivos ocultos, o que levantou suspeita de prática recorrente.
Eduarda registrou boletim de ocorrência e afirmou ter apagado do aparelho do suspeito os registros que seriam dela, incluindo arquivos da lixeira.
A TIM informou, em nota, que o homem envolvido não era funcionário da operadora, mas de uma empresa parceira. A companhia afirmou que ele foi desligado assim que tomou conhecimento dos fatos e declarou que adota “tolerância zero” para esse tipo de conduta. A operadora também pediu desculpas à cliente e manifestou solidariedade.
A Polícia Civil de Santa Catarina foi procurada para informar se há investigação em andamento, mas não respondeu até a última atualização do caso.
Fonte: G1


