Fórum de Guarulhos reforça segurança e suspende audiências para júri do caso Gritzbach

Tribunal de Justiça de São Paulo adotará esquema especial entre os dias 22 e 26 de junho para o julgamento de três policiais militares acusados pela morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach.

O Fórum de Guarulhos terá um esquema especial de segurança durante o julgamento de três policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário Antônio Vinícius Gritzbach. O júri está marcado para ocorrer entre os dias 22 e 26 de junho e levará o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) a adotar medidas excepcionais na unidade.

Para garantir a segurança dos trabalhos e das pessoas envolvidas no julgamento, a Presidência do TJSP determinou a suspensão das audiências de outros processos durante o período.

A medida foi adotada de forma preventiva. Nos dias do júri, o fórum terá bloqueio temporário, com circulação restrita às pessoas diretamente ligadas ao caso. Segundo o tribunal, o objetivo é limitar o trânsito de testemunhas e partes de outras ações, reduzindo riscos de interferências ou contatos indevidos.

O esquema contará com apoio de grupos táticos das forças policiais, que atuarão em conjunto com o policiamento rotineiro no monitoramento e na proteção das dependências do prédio.

O controle de acesso também será reforçado. A sala do Tribunal do Júri possui capacidade para 80 pessoas e será ocupada exclusivamente por magistrados, promotores, advogados, réus, jurados e servidores do Judiciário. Não será permitida a entrada de pessoas sem vínculo direto com o julgamento.

O júri terá início em 22 de junho, às 10h, no Fórum de Guarulhos.

Serão julgados o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três estão presos e respondem pelos homicídios de Antônio Vinícius Gritzbach e do motorista de aplicativo Celso Novais.

Além das mortes, os réus também respondem por duas tentativas de homicídio, já que outras duas pessoas ficaram feridas durante o ataque.

Os promotores Vania Caceres Stefanoni e Rodrigo Merli Antunes arrolaram nove testemunhas de acusação. Entre elas estão duas pessoas que estavam no terminal, foram atingidas por disparos e sobreviveram; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; oficiais que participaram do Inquérito Policial Militar (IPM); Danilo Silva Lima, motorista e segurança particular de Gritzbach; a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação da Polícia Civil; e o perito que elaborou o laudo pericial que embasou a denúncia.

As defesas dos três policiais indicaram dez testemunhas.

O réu Kauê do Amaral Coelho, conhecido como “Jub” ou “Jubileu” e apontado pela investigação como o “olheiro” do crime, não será julgado nesta etapa. A defesa apresentou recurso e o processo foi desmembrado, fazendo com que ele seja levado a júri em data ainda não definida.

Já Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, e Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido pelos apelidos “Cigarreira”, “João Cigarreiro”, “Bill” e “Pai”, apontados como mandantes do crime, permanecem foragidos.

Segundo o processo, os dois não foram citados nem constituíram defesa, motivo pelo qual a ação penal em relação a eles continua suspensa.

Fonte: G1