Operação mira “arrastadores” que aplicam golpes e extorquem passageiros no Aeroporto de Guarulhos

Polícia Civil cumpre mandados contra grupo que atua com motoristas clandestinos e cobra até 70 vezes o valor de corridas.

A Polícia Civil realiza nesta sexta-feira (19) uma operação contra falsos motoristas de aplicativo que atuam na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O grupo é investigado por aplicar golpes e extorquir passageiros no terminal, o mais movimentado do país.

Segundo os investigadores, ao menos seis suspeitos foram identificados. Estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.

Conhecidos como “arrastadores”, os investigados fariam parte de um esquema de extorsão que atinge principalmente turistas, idosos e estrangeiros. As vítimas eram coagidas a pagar valores até 70 vezes superiores ao preço normal de corridas por aplicativo.

O grupo também é acusado de ameaçar passageiros e de intimidar motoristas de aplicativo e taxistas regularizados que atuam na região do aeroporto.

Em maio, a Polícia Civil já havia realizado uma operação de fiscalização nos acessos ao Terminal 2 após registros de brigas, agressões e conflitos envolvendo motoristas clandestinos.

Em nota, a GRU Airport, concessionária responsável pelo aeroporto, afirmou que atua no combate ao transporte irregular e à violência no local, com apoio de órgãos de segurança como Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Transportes de Guarulhos.

A concessionária informou ainda que utiliza avisos sonoros e visuais para orientar passageiros a evitar abordagens em áreas públicas e direcioná-los aos pontos oficiais de embarque, como a Praça Pick-Up do Terminal 2.

A GRU Airport também destacou o uso de sistemas de monitoramento por imagens, compartilhados com a Polícia Federal, para auxiliar investigações e produção de provas.

A atuação de motoristas clandestinos no aeroporto não é recente. Em reportagens anteriores, já haviam sido registrados casos de abordagens dentro dos terminais, com cobranças abusivas e ameaças a passageiros.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o esquema já era monitorado há pelo menos cinco anos e foi classificado como uma organização criminosa estruturada, com mais de 100 veículos irregulares e faturamento estimado em mais de R$ 3 milhões por mês.

A PRF afirma ter encaminhado relatórios com identificação de motoristas e veículos às autoridades responsáveis pelas investigações.

Fonte: G1