Ato realizado em São Paulo reuniu participantes que pediram mudanças na política de drogas e criticaram o modelo de combate ao tráfico.
A Marcha da Maconha reuniu manifestantes na tarde deste domingo (21) em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, na região central da capital. O ato ocupou uma das principais vias da cidade e reuniu pessoas que defendem a legalização da maconha e mudanças na política de drogas no Brasil.
Durante a concentração, participantes exibiram cabelos pintados de verde, camisetas com as cores do Brasil, bandeiras e cartazes favoráveis à regulamentação da cannabis. Alguns manifestantes também fumavam cigarros de maconha durante o evento.
Segundo os organizadores, a marcha é realizada há 18 anos em São Paulo e tem como principal pauta a defesa da legalização da maconha e a revisão da política conhecida como “guerra às drogas”. Em textos divulgados para a mobilização deste ano, o movimento afirma que o modelo atual contribui para o encarceramento em massa, especialmente da população negra e periférica, e defende que a política de drogas seja tratada como uma questão de saúde pública.
Os organizadores também classificam a manifestação como antirracista e antifascista e defendem uma regulamentação da cannabis que contemple reparação racial, equidade de gênero, justiça territorial e ampliação do acesso a medicamentos derivados da planta.
Entre as reivindicações apresentadas estão críticas ao racismo estrutural, à violência relacionada à guerra às drogas, à criminalização do cultivo da cannabis, às dificuldades de acesso a tratamentos medicinais e à defesa do que o movimento denomina de “legalização popular”.
Ao longo da tarde, os participantes seguiram em caminhada pela Avenida Paulista. Durante a manifestação, o deputado Eduardo Suplicy (PT) comemorou seu aniversário de 85 anos.
A Polícia Militar informou que acompanhou o ato e que a manifestação transcorreu sem intercorrências.
Fonte: G1


