Alex Escobar deixa cobertura da Copa após mal-estar ao vivo: “Não me sinto seguro”

Jornalista afirmou que exames não apontaram alterações graves, mas decidiu interromper o trabalho nos Estados Unidos para priorizar a recuperação.

O jornalista Alex Escobar, de 51 anos, anunciou nesta quinta-feira (25) que deixará a cobertura da Copa do Mundo de 2026 após passar mal durante uma entrada ao vivo no programa Encontro com Patrícia Poeta, na última segunda-feira (22).

Em publicação nas redes sociais, Escobar explicou que, apesar de os exames realizados nos Estados Unidos não terem identificado nenhum problema grave, optou por interromper o trabalho por precaução.

— Amigos e amigas desta rede, estou deixando a cobertura da Copa. Embora nada de grave tenha sido descoberto nos exames que fiz aqui nos States [Estados Unidos], não me sinto seguro para seguir — escreveu.

O jornalista afirmou que a decisão foi tomada após conversar com colegas da Globo e familiares.

— Passei esses dias pensando, avaliando, conversando com os colegas da Globo, família e o melhor a fazer agora é parar e resolver o B.O. Claro que fica uma frustração, estava me divertindo muito, mas estou bem.

Na publicação, ele também agradeceu as mensagens de apoio e demonstrou torcida pela Seleção Brasileira.

— Obrigado pelo carinho! Vou atualizando a situação por aqui. Voa, Vini!!! Brasiiilll!!!

Durante a transmissão ao vivo do Encontro, Escobar aparentou estar desorientado e teve dificuldade para concluir uma frase, o que gerou preocupação entre telespectadores.

Na quarta-feira (24), o apresentador voltou às redes sociais para explicar o episódio. Segundo ele, não houve perda de consciência nem confusão mental, mas apenas dificuldade temporária para pronunciar as palavras.

— Eu não tive confusão mental, não perdi a consciência, eu simplesmente não conseguia pronunciar as palavras. É estranho, realmente. Eu vi o vídeo depois e falei: “Caramba”. Não foi mais sério do que foi.

Escobar informou que foi submetido a uma série de exames, incluindo ressonância magnética, tomografia, avaliação neurológica e exames de sangue. Segundo ele, nenhum deles apontou alterações.

— Nem de grave, nem de pouco grave. Não deu nada.

O jornalista contou que os sintomas desapareceram poucos minutos depois.

— O que aconteceu? Não sei. Um estresse, um cansaço, não sei, mas aconteceu. Dois minutos depois, eu estava falando normalmente. Uma loucura.

Ele permaneceu internado por cerca de dois dias antes de receber alta e retornar ao hotel para repouso. Também afirmou que acompanhou a vitória da Seleção Brasileira pela televisão e agradeceu o apoio recebido.

Nos comentários da publicação, colegas de profissão deixaram mensagens de incentivo. Fátima Bernardes escreveu que novas Copas ainda estarão pela frente. Glenda Kozlowski desejou melhoras e afirmou que espera encontrá-lo na comemoração de um possível hexacampeonato. Felipe Andreoli também desejou rápida recuperação.

Especialista explica diferença entre pico de pressão e AVC

O episódio levantou dúvidas sobre as diferenças entre um pico de pressão arterial e um Acidente Vascular Cerebral (AVC), já que os sintomas podem ser semelhantes.

Segundo o cardiologista intervencionista Thiago Marinho, membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), a pressão alta normalmente não provoca sintomas, mesmo quando persiste por longos períodos.

De acordo com o especialista, em casos de elevação importante da pressão arterial podem surgir manifestações como confusão mental, fala arrastada e dificuldade para movimentar braços e pernas, sinais que também podem indicar um AVC.

O médico ressalta que não é possível diferenciar as duas situações apenas pelos sintomas e que toda alteração neurológica súbita deve ser tratada como uma urgência médica.

Marinho explica que, para confirmar se houve apenas um pico de pressão ou um evento neurológico, é necessário descartar condições como o Acidente Isquêmico Transitório (AIT) e o AVC por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O especialista também alerta que um AVC pode ocorrer mesmo sem provocar paralisia ou desvio da boca, podendo comprometer áreas responsáveis pela fala, visão, audição e equilíbrio.

Além disso, outras condições, como hipoglicemia, alterações da pressão arterial, infecções e distúrbios metabólicos, também podem causar sintomas semelhantes, mas o AVC deve sempre ser descartado inicialmente.

Fonte: G1