Eduardo Girão agradece apoio de Michelle Bolsonaro em meio a racha no PL sobre disputa no Ceará

Senador do Novo comenta apoio da ex-primeira-dama e contexto de divergência interna no bolsonarismo sobre candidatura ao governo cearense.

O senador Eduardo Girão (Novo) agradeceu nesta quinta-feira (25) o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) à sua possível candidatura ao governo do Ceará. Segundo ele, o gesto representa reconhecimento ao seu trabalho político.

“Sou muito grato pelo apoio e confiança da Michelle, assim como de tantos brasileiros que acompanham nosso trabalho”, afirmou o pré-candidato.

A manifestação ocorre em meio a uma disputa interna no PL sobre a formação de palanques no estado. De um lado, Girão é defendido por Michelle Bolsonaro como nome para a disputa ao Executivo cearense. De outro, parte da sigla apoia uma articulação que envolve o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), com apoio do deputado federal André Fernandes e do senador Flávio Bolsonaro.

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O impasse provocou um racha público entre Michelle e Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama publicou um vídeo em que relatou ter sido desrespeitada pelo enteado e criticou a condução das articulações políticas no Ceará, especialmente as negociações envolvendo candidaturas ao governo e ao Senado.

No vídeo, Michelle também afirmou que havia autorizado seu apoio a Girão após conversa com Jair Bolsonaro e destacou que considera o senador um nome alinhado a pautas conservadoras.

“O Ceará é uma terra que carrega um significado especial de esperança para muita gente e é também a terra que tenho a honra de servir no limite de minhas forças com honestidade, sem negociatas”, declarou Girão.

Ele também reforçou discurso em torno de valores políticos e afirmou que busca uma gestão baseada em princípios.

“Tenho fé que os cearenses mereçam um governo que não troca princípios por cargos, mas que coloca a verdade e a justiça acima de tudo. Quem tem compromisso com a vida, família, ética e liberdade caminha junto conosco nessa missão”, disse o senador.

A crise no PL envolve ainda a definição das vagas ao Senado no estado, com disputas entre diferentes nomes ligados à sigla e aliados. A divisão interna tem sido exposta publicamente por lideranças do partido em diferentes declarações recentes.

Fonte: G1